3 de janeiro de 2018

A preferência da Prefeitura do PSDB por chapa ligada à CUT na eleição dos metalúrgicos de São José dos Campos

3/1/2018 - A eleição da diretoria que comandará o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região segue atraindo a total atenção do prefeito Felício Ramuth (PSDB) e empresários da cidade.

Segundo matéria do jornal O Vale, do último dia 29, Felício admitiu a preferência por uma vitória da chapa da CUT na eleição da entidade.

Nos dias 27 e 28 de fevereiro, o Sindicato realizará a eleição que definirá sua diretoria nos próximos três anos. Duas chapas estão disputando. A Chapa 1 é a chapa do Sindicato/CSP-Conlutas. A Chapa 2 é apoiada pela CUT.

Para o prefeito tucano, a vitória da CUT “pode dar um sangue novo” na relação com as empresas da cidade.

Felício classifica como “radical” a atuação da atual diretoria e disse que em “momentos delicados, como o vivido pelas empresas metalúrgicas, ter sangue novo é bom” e que “importa que a população e o trabalhador tenham um sindicato moderno, que entenda os novos momentos”.

Não é a primeira vez que Felício e empresários fazem declarações sobre a eleição na categoria, manifestando o desejo de que a CSP-Conlutas saia da direção do Sindicato - que é o maior da região e um dos mais atuantes no país- para que entre a chapa de oposição ligada à CUT.

Na categoria, a CUT tem histórico de entregar direitos, como quando reduziu os salários na Embraer na década de 90 ou quando defendeu o banco de horas na GM, entre outras traições.

Para Antonio de Barros, o Macapá, atual presidente do Sindicato e candidato da Chapa 1 a secretário-geral para a próxima gestão, “é absurdo tamanha ingerência nos assuntos da categoria”.

“O fato é que Felício e o empresariado sonham com a saída da CSP-Conlutas da direção da entidade, pois querem um sindicato fraco e pelego para impor ataques e redução de direitos. É isso o que querem dizer quando falam em sindicato moderno que entenda os novos momentos”, disse Macapá.

“A Chapa 1 representa a tradição combativa e independente dos governos e patrões da categoria e, por isso, nas fábricas o que vemos é o apoio massivo dos trabalhadores”, disse Weller Gonçalves, diretor do Sindicato e candidato da Chapa 1 a presidente.

“O PSDB deveria se preocupar em resolver os problemas da cidade como saúde, educação e enfrentar a redução dos empregos que já é fruto da Reforma Trabalhista do governo Temer que eles apoiaram”, desafiou Weller.





6 de dezembro de 2017

Setores de direita novamente atacam Mancha com racismo. Não passarão!

6/12/2017 - Os trabalhadores da Johnson & Jonhson estão numa valorosa greve desde a última segunda-feira (4), em razão do impasse na Campanha Salarial. Uma luta que merece todo apoio, principalmente em meio ao atual momento no país em que a patronal desfere vários ataques aos trabalhadores com base na Reforma Trabalhista, visando retirar direitos.

Como se não bastasse a ofensiva e repressão da própria empresa que tenta acabar com a paralisação, setores da direita de São José voltam a atacar a luta dos trabalhadores e dirigentes sindicais com ofensas racistas dignas de repúdio.

Nesta quarta-feira (6), uma postagem nas redes sociais citando a greve dos trabalhadores da Johnson voltou a atacar o companheiro Luiz Carlos Prates, o Mancha, dirigente do PSTU e integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, que levou apoio à mobilização dos químicos.

Uma fotomontagem com a imagem de Mancha faz referência a um produto de limpeza e traz a inscrição “Dica para não entrar em greve em SJC”, apagando a foto do companheiro em seguida. Além do racismo evidente, a postagem sugere inclusive “sumir” com o dirigente.

Postagem semelhante já havia sido divulgada em julho deste ano (clique aqui)




Voltamos a repudiar o ataque racista contra Mancha e reafirmamos que serão tomadas todas as providências cabíveis contra essa prática criminosa.




Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

6/12/2017 - Em mais uma demonstração da disposição de luta dos trabalhadores, esta terça feira, 5 de dezembro, foi mais um dia de importantes mobilizações pelo país. Assembleias e atrasos na entrada dos turnos de fábricas, protestos e trancamento de rodovias e atos públicos ocorreram nas capitais e em várias cidades de norte a sul do país, contra a Reforma da Previdência, o governo Temer e o Congresso de corruptos.

O forte dia de manifestações ocorreu apesar da traição das cúpulas das maiores centrais sindicais que, na semana passada, novamente desmarcaram a Greve Nacional, que havia sido unitariamente convocada, repetindo o recuo feito em 30 de junho.

Sem ter sido consultada e com total discordância sobre o cancelamento da Greve Nacional, a CSP-Conlutas manteve o caráter de dia nacional de paralisações e protestos e orientou suas entidades filiadas a realizarem o maior número de ações neste dia. Mas mesmo na base das outras centrais, como da CUT e Força Sindical, houve rebelião da base e diversos sindicatos e direções estaduais também decidiram manter o caráter de dia nacional de mobilizações.

Em estados como Sergipe e Maranhão houve paralisação no transporte, bancos e comércio, além de mobilizações em locais de trabalho, que praticamente conferiram um clima de esquenta de Greve Geral.

Pelo país, mobilizaram-se trabalhadores de diversas categorias, como metalúrgicos, operários da construção civil, rodoviários, professores, servidores públicos, petroleiros (que se mobilizaram em todas as bases), bancários, comerciários, entre outros.

As mobilizações tiveram início nas primeiras horas do dia, ainda de madrugada, com assembleias em fábricas, e trancamentos de rodovias. Ao longo do dia, ocorreram atos e passeatas em várias cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Maranhão, Ceará, Natal, Piauí, Pará, Paraíba, Amazonas, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Manifestação em São Luis (MA)


Manifestação no Rio de Janeiro




Em São José teve mobilização nas fábricas e manifestação
Em São José dos Campos, metalúrgicos realizaram assembleias e passeata.  Trabalhadores da GM, Parker Filtros, Friuli e Panasonic repudiaram em assembleia a reforma do governo Temer que, na prática, vai acabar com o direito à aposentadoria para milhares de trabalhadores.








Também houve assembleias de outras categorias, com protestos dos petroleiros na Revap (Petrobras) e químicos na Johnson & Johnson. Em Jacareí, os trabalhadores do setor de alimentação também se manifestaram na Ambev.



Ainda na parte da manhã, por volta das 10h, manifestantes começaram a se reunir na Praça Afonso Pena. Com faixas e palavras de ordem, convocaram a população a se juntar contra os ataques do governo.

Cerca de 200 representantes de 13 sindicatos, entre eles metalúrgicos, professores, químicos, servidores públicos, bancários e trabalhadores dos Correios, estiveram no ato que também contou com a participação dos partidos PSTU e PSOL, além de aposentados e moradores do conjunto habitacional Pinheirinho dos Palmares e da ocupação Dirceu Travesso.

“Os trabalhadores seguem dando demonstrações de que estão indignados e têm disposição para lutar e defender seus direitos. São as cúpulas das centrais sindicais, como a Força Sindical, ligada ao governo corrupto de Temer, ou a CUT e a CTB, braços sindicais do petismo que preferem que o governo faça o serviço sujo agora para facilitar a eleição de Lula em 2018, que estão travando a realização de uma nova Greve Geral”, avalia o presidente do PSTU de São José dos Campos Toninho Ferreira.

“O corrupto governo de Temer fará de tudo para aprovar esta reforma da Previdência tão exigida pelos banqueiros e empresários. Já está demonstrado que desse Congresso também não se pode esperar nada. Ou seja, na calada da noite eles podem aprovar o fim da aposentadoria dos trabalhadores. Portanto, a tarefa é organizar uma poderosa Greve Geral que enterre de vez essa reforma. O PSTU está junto com os trabalhadores e jogará todas suas forças para esse objetivo”, afirmou Toninho.

Diante da iminência de uma votação da Reforma da Previdência e se precavendo do vacilo das cúpulas das maiores centrais sindicais, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Sindicato dos Eletricitários e o Sintaema convocaram uma reunião aberta e ampliada para esta quinta-feira (7) para construir a Greve Geral. A CTB, que assinou a nota desmarcando a Greve Nacional, mas depois voltou atrás, também fez um chamado para uma nova reunião com todas as centrais na sexta (8).

Para o PSTU todas as iniciativas que, de fato, apontem para ação direta dos trabalhadores para barrar esta nefasta reforma que acaba com a aposentadoria no país são fundamentais, pois só a mobilização da nossa classe poderá barrar este ataque.




4 de dezembro de 2017

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos elege Comissão Eleitoral que comandará pleito sindical em 2018

01/12/2017 - Os metalúrgicos de São José dos Campos e região elegeram, nesta quinta-feira (30), a comissão que irá conduzir o processo eleitoral da diretoria do Sindicato para o período de 2018 a 2021. Num salão lotado, a categoria elegeu a Equipe 1 com 86% dos votos. A Equipe 2 obteve 14%.

A Comissão Eleitoral terá a responsabilidade de elaborar o regimento e conduzir todo o processo de forma transparente e democrática, fazendo valer a vontade da categoria. Na assembleia, foram eleitos o metalúrgico aposentado Adilson dos Santos, a trabalhadora dos Correios Raquel de Paula e o carteiro aposentado Ezequiel Ferreira Lima Filho.

A eleição da diretoria do Sindicato acontecerá no primeiro semestre de 2018. O calendário será definido pela comissão.

Na abertura da votação, o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, ressaltou a importância do trabalho da Comissão Eleitoral para garantir que seja cumprida a democracia operária e empossar a futura diretoria.

Antes dos trabalhadores votarem, dois representantes de cada equipe puderam apresentar suas propostas e defender os caminhos a serem seguidos pelo Sindicato no próximo período.

“Esta foi uma assembleia democrática, com espaço para diferente ideias e propostas. Agora, é começar a organizar o processo eleitoral de forma que tudo corra dentro do que está determinado no Estatuto da categoria”, afirma Adilson dos Santos, membro da Comissão Eleitoral.

Na assembleia, compareceram 437 metalúrgicos. Deste total, 376 votaram na Equipe 1 e 61 na Equipe 2.



Informações: Sindmetalsjc




Trabalhadores repudiam recuo das centrais sindicais e reafirmam dia de luta neste dia 5 de dezembro

4/12/2017 - Mesmo após a decisão da maioria das Centrais Sindicais em desmarcar a Greve Nacional, convocada para esta terça-feira (5), sindicatos, federações e trabalhadores de diversos cantos do país não recuaram e decidiram manter greves, paralisações e mobilizações neste dia. Em bases sindicais em que as Centrais optaram pelo recuo, houve a decisão dos trabalhadores em manter o dia de luta, inclusive, com críticas à postura tomada por parte dessas direções.

A CSP-Conlutas não foi consultada para tomar essa decisão pelo cancelamento e logo que soube publicou nota discordando das outras centrais.




“Isto acontece exatamente no momento em que o governo Temer está com dificuldade em conseguir o número de votos necessários para a aprovação do fim da aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. Acontece no momento em que na base aumenta a disposição em realizar a Greve Nacional e manifestações para derrotar definitivamente a Reforma da Previdência. Este recuo é um grave erro e ajuda somente ao governo Temer. Não conta com o apoio da CSP-Conlutas”, afirmou a nota.

Não falam em nosso nome!
A Fasubra, que organiza os técnico-administrativos das universidades federais, também rechaçou a nota das centrais. “O Comando Nacional de Greve (CNG) da FASUBRA Sindical vem a público expressar a sua indignação e discordância com essa decisão. O correto é que as cúpulas das centrais revejam essa decisão e mantenham a greve nacional (…) Há muitos sindicatos e ativistas que são das bases dessas centrais e que não concordam com tal decisão; por isso nós, do Comando Nacional de Greve da Fasubra Sindical, integrado por trabalhadoras e trabalhadores de diferentes grupos políticos, somos solidários a todos que acreditam na luta e na unidade da Classe Trabalhadora e propomos manter as mobilizações e o calendário de lutas contra as reformas e o governo Temer. As cúpulas das centrais, neste momento e deliberação específica, não falam em nosso nome!”, destacou a entidade, saudando as Centrais que não acataram e assinaram a nota.

A Fenametro, Federação dos Metroferroviários, também descordou da desmarcação da greve. “Nos somamos àqueles que repudiam essa decisão e propomos que os atos sejam realizados em todas as cidades no dia 5 de dezembro. E mais do que isso, consideramos fundamental a realização de uma greve nacional ainda antes da votação da reforma. Mas para isso é necessário que as Centrais e todo movimento sindical realmente se empenhem na sua preparação”, pontuou a entidade.

A CNTE, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que é filiada à CUT, mesmo com a orientação de desmarcação da greve por parte de sua central representativa, manteve a orientação para que suas bases realizem manifestações. “A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), representante dos/as trabalhadores/as em educação, grandes prejudicados com a proposta da reforma previdenciária, orienta suas entidades a manterem as suas mobilizações previstas no dia 5 de dezembro. Mesmo com a Nota das Centrais e CUT, vamos continuar a mobilização, e pressão sobre os parlamentares nos escritórios políticos, casas, aeroportos e nas ruas onde residem. Também que se utilize essa data para fortalecer a conscientização da população sobre os prejuízos causados pela reforma da previdência”, reforçou em nota.

O Sepe, sindicato dos professores do Rio, cuja entidade é filiada a CUT, divulgou nota em que contraria a orientação da sua direção nacional. “Trata-se de um erro histórico. Numa conjuntura que o presidente tem menos de 3% de aceitação, que o Congresso está comprovadamente envolvido em escândalos de corrupção, desmoralizados perante a população, é papel das direções impulsionar as lutas, organizar comitês de mobilização em escolas, fábricas, bairros e construir uma grande Greve Geral para derrotar Temer e seus ataques. Não temos dúvida de que todos os esforços do governo serão feitos para aprovar a Reforma da Previdência”, destacou em nota.

No Maranhão, e em outros estados, contrariando a orientação das Centrais nacionais, manteve-se o ato e a orientação de Greve Nacional no estado. Em nota intitulada “não tem arrego” e assinada pelas Centrais CSP-Conlutas, CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central Sindical, reforçaram o chamado para o dia.

CSP-Conlutas reforça chamado. Nenhum passo atrás!
Bases da CSP-Conlutas, como Andes-SN, Sinasefe, Sindicato Nacional dos Docentes de Universidades Federais, Aduneb, de professores da Bahia, movimento S.O.S Emprego no Rio de Janeiro seguem com orientação da Central de manter a paralisação neste dia.

O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul também filiado à CSP-Conlutas repudiou o recuo e seguiu a orientação da CSP-Conlutas. “O Sindimetrô/RS não compactua com este recuo e aponta para a necessidade de manter a mobilização, com forte pressão nos deputados federais em suas bases e no Congresso Nacional (…) Agora não é hora de recuarmos, uma vez que o recuo do governo não é definitivo. Portanto, a reforma pode ser colocada em votação ainda em dezembro”.

A FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) repudiou a decisão. “O conjunto da classe trabalhadora já se preparava para mais um enfrentamento contra o projeto de reforma da previdência do governo Temer. Com a dificuldade do governo de angariar votos, a ida às ruas teria um efeito progressivo na luta contra as reformas do governo e na conscientização da classe trabalhadora”, apontou a entidade. A Federação reforçou ainda a orientação de manutenção deste dia de luta. “A categoria petroleira encontra-se em luta em defesa do Acordo Coletivo de Trabalho, que vem sendo atacado pela direção da Petrobras. (…) A direção da Federação Nacional dos Petroleiros indica a manutenção da data, como dia nacional de mobilizações para pressionar a Petrobrás a apresentar uma proposta de acordo que não retire direitos”.

Não é hora de recuar
O governo Temer promoveu novos jantares neste fim de semana para continuar angariando votos para a aprovação da Reforma da Previdência. Na quarta-feira se reunirá com integrantes do PSDB para tentar um acordo favorável para a aprovação de mais esse ataque. Há informações já divulgadas na grande imprensa de que se conseguir o apoio pode colocar em votação no próximo dia 13 de dezembro.


Por isso, a CSP-Conlutas segue a orientação de não recuar, tampouco baixar a guarda para essa corja de corruptos que está querendo ganhar tempo e desmobilizar o povo. Neste sentido, a classe trabalhadora deve seguir em luta e não se deixar enganar com um suposto recuo do governo Temer. Mesmo sabendo que a população reprova a medida, não medirão esforços para aprová-la. Só nas ruas e fazendo greve será possível barrar essa reforma.


Informações: CSP-Conlutas







23 de novembro de 2017

Diga não à Reforma da Previdência! Greve Geral neles!

23/11/2017 - Temer, o Congresso e o ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, prometem votar a reforma da Previdência ainda este ano. Dizem que vão apresentar uma proposta enxuta da reforma para conseguir os 308 votos necessários na Câmara. A ideia do governo é aprovar pelo menos metade da proposta original e satisfazer os banqueiros e os grandes empresários, o tal mercado, os bilionários desse país injusto e desigual.

Banqueiros e empresários querem que sejam aprovados já os pilares centrais da reforma para o roubo da sua aposentadoria. Como tem eleições ano que vem e esse governo é rejeitado por 95% da população, o Congresso de picaretas, que se o povo pudesse, botava fogo como no Paraguai, sabe que, mais rejeitada que o presidente, só a reforma da Previdência. Por isso, não vai ser mole conseguir os 308 votos. Mas eles vão tocar assim mesmo, querem agradar ao mercado e, para tentar aprovar, vêm com essa história de reforma enxuta.

Já contrataram agência publicitária para tentar enganar você. Vão tentar dizer que estão combatendo privilégios dos funcionários públicos. Já começaram aumentando de 11% para 14% o desconto da Previdência sobre o salário do funcionalismo, dizendo que o governo arrecadará R$ 5 bilhões. Porém, só na semana passada, perdoaram mais de R$ 10 bilhões de dívidas dos ruralistas.

As grandes empresas devem R$ 426 bilhões para o INSS, três vezes mais do que o déficit que alegam existir e que, já está provado, nem existe. Só os bancos devem R$ 124 bilhões à Previdência. Por que o governo não cobra os banqueiros ao invés de cortar a aposentadoria dos trabalhadores, sejam eles da construção civil, sejam das fábricas, sejam professores? É que Temer é um lacaio dos banqueiros e dos empresários. E a reforma trabalhista comprova muito bem isso.

O governo diz que apresentará, depois do dia 20, uma proposta para ser votada em dezembro. O objetivo, entre outros ataques, é aumentar a idade mínima para se aposentar de 65 anos, para os homens, e 62 para as mulheres. Ou seja, isso fará com que a maioria dos setores mais pobres da população trabalhe até morrer, e toda a classe trabalhadora não tenha nenhuma segurança depois de trabalhar a vida inteira.

Privilegiados são os seis milionários que têm a renda equivalente à de 100 milhões de brasileiros. Privilegiado é Temer, que se aposentou aos 55 anos e recebe R$ 45 mil por mês.

Greve geral neles!
No dia 10 de novembro, depois de um forte dia de luta em todo o país, as principais centrais sindicais lançaram uma nota pública unitária, chamando uma paralisação nacional caso a reforma da Previdência vá à votação no Congresso. É necessário efetivamente alertar toda a classe trabalhadora e se preparar para a guerra. Não podemos deixar que o Congresso de picaretas vote mais esse ataque.

É preciso construir, pela base, uma campanha de esclarecimento e uma greve geral. Temos força para impedir mais esse ataque se tomarmos o caminho da luta unificada e pararmos o Brasil. É preciso exigir assembleias nos sindicatos e, também, exigir dos movimentos sociais e populares que construam esse processo pela base.

Temos de exigir das centrais que, diferentemente do que fizeram no dia 30 de junho, quando todas elas, exceto a CSP-Conlutas, desmobilizaram a greve geral, mobilizem até o fim agora. Não podemos ficar em silêncio, esperando que liguem a máquina de mentiras e pensem que vão passar por mais essa. Impedimos a votação da reforma da Previdência em maio, quando fizemos a Greve Geral de 28 de abril. Podemos fazer isso novamente e derrotar esses picaretas.

Por uma alternativa operária e socialista para o Brasil
Os capitalistas estão jogando a crise nas nossas costas, aumentando o desemprego e a exploração, desmantelando os serviços públicos, aumentando a violência contra os lutadores, grevistas e, especialmente, contra o povo e a juventude pobre e negra da periferia. Como se não bastasse, para aumentar a exploração, tentam dividir a classe trabalhadora para aumentar a desigualdade, atacando direitos e promovendo extrema violência contra mulheres, LGBT’s, imigrantes, indígenas e quilombolas.

Os ricos é que devem pagar pela crise. Para se ter emprego, salário, moradia, saúde, educação, terra e direitos, é preciso parar de pagar a dívida aos banqueiros, anular as reformas do Temer e impedir as privatizações. É preciso estatizar o sistema financeiro sem indenização, expropriar e colocar sob controle dos trabalhadores as empresas corruptas e as multinacionais.

Só conseguiremos isso com um governo socialista dos trabalhadores, que governe por conselhos populares. E esse governo, só conquistaremos com a nossa luta. Vamos unir os de baixo para derrubar os de cima!



Neste sábado, dia 25, vamos às ruas denunciar a violência machista e racista contra as mulheres

23/11/2017 - O Brasil saltou do 7° para o 5° lugar no ranking de assassinatos de mulheres no mundo. Os números são assustadores. Todos os dias 13 mulheres são assassinadas, 135 são estupradas e uma é agredida a cada cinco minutos.

Nesse quadro de violência, as mulheres negras são as mais afetadas. Em 10 anos (entre 2003 e 2013), a taxa de homicídio de mulheres negras aumentou 54%, enquanto que entre as mulheres brancas diminuiu 9%.

Em outro dado alarmante, as notificações de estupros coletivos mais que dobraram desde 2011, passando de 1.570 para 3.526, em 2016.

Não bastasse essa barbárie fruto da violência machista, o governo Temer e os corruptos do Congresso tomam medidas e editam leis contra as mulheres, como a que está prestes a ser votada que proíbe o aborto totalmente no Brasil, mesmos nos casos extremos hoje permitidos por lei, como em casos de estupro e quando há risco para a vida da mulher (PEC 181).

Ato na Praça Afonso Pena
Neste Novembro de Lutas, iremos às ruas para denunciar essa situação.

Neste sábado, 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, os sindicatos do Fórum de Lutas do Vale do Paraíba realizam um ato em São José dos Campos, na Praça Afonso Pena, às 10 horas, para marcar a data e denunciar o machismo, o racismo e a violência. Participe!




22 de novembro de 2017

Artigo: Sobre estupro e aborto

22/11/2017 - Está avançando na Câmara dos Deputados a PEC 181 (Proposta de Emenda Constitucional), que torna crime o aborto em qualquer circunstância, inclusive em caso de estupro, de risco de vida para a mulher ou de anencefalia do feto. Este é um grave retrocesso nos direitos da mulher e no atendimento de saúde pública.

A proposta pretende criminalizar quem, na verdade, é vítima de um crime cruel. Mulheres estupradas carregam consigo, por anos, as cicatrizes de uma violência difícil de esquecer. Obrigá-las a ter o filho é prolongar e elevar o sofrimento a um estágio que só a mulher pode entender.

No Brasil, um milhão de abortos são realizados todos os anos, e a cada dois dias uma mulher morre em decorrência de complicações no procedimento. É um contrassenso defender a PEC com o argumento de ser “a favor da vida”, como disse o autor da proposta, o deputado Jorge Mudalen (DEM).

Se a PEC for aprovada, as trabalhadoras, principalmente negras e pobres, serão as maiores prejudicadas. Elas estão mais expostas ao risco de estupro, não têm acesso à educação sexual e planejamento familiar e têm que recorrer a clínicas clandestinas de aborto, colocando em risco sua própria vida.

Não podemos aceitar que o Congresso Nacional, composto em sua maioria por homens corruptos e hipócritas, decida sobre nossas vidas. Precisamos tomar as ruas para continuar com o direito ao aborto seguro e gratuito em caso de estupro ou risco para a mulher. É preciso legalizar o aborto em qualquer circunstância.


Janaína dos Reis – membro da Executiva Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML)


Artigo publicado no jornal O Vale de 22/11/2017

11 de agosto de 2017

Metalúrgicos do país definem dia de greves e manifestações em 14/9 e plenária nacional no dia 29/9

11/8/2017 - Os principais sindicatos de metalúrgicos do país reuniram-se nesta sexta-feira (11), em São Paulo, pela segunda vez neste mês de agosto, para organizar e definir iniciativas da unidade de ação nas campanhas salariais desse ano e na luta para combater as reformas Trabalhista e da Previdência.

As entidades presentes definiram a realização de um dia nacional de manifestações e greves no dia 14 de setembro e também uma plenária nacional dos metalúrgicos aberta a trabalhadores de outros setores industriais no dia 29 de setembro para discutir a luta contra as reformas e em defesa dos direitos.

Na última semana de agosto, haverá um “esquenta” com a realização de assembleias e distribuição de um jornal unificado.

A unidade de ação envolve representantes sindicais da CSP-Conlutas, CUT, CTB, Força Sindical, UGT e Intersindical. Estiveram presentes na reunião desta sexta, dirigentes da CSP-Conlutas, CNTM Força Sindical , CNM CUT , Fitmetal (CTB), Intersindical, sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo, Guarulhos, Santo André, Santos, São José dos Campos, ABC, Sorocaba e Jaguariúna.

“O governo não pode continuar atacando os trabalhadores, sem reação das centrais e do movimento sindical de conjunto. Neste segundo semestre, teremos campanhas salariais de importantes e combativas categorias. Nas bases, a indignação é grande e os trabalhadores já demonstraram no último período que têm disposição e força pra lutar”, avalia Luiz Carlos Prates, o Mancha, integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, que participou da reunião.

“Nossa palavra de ordem é unir e resistir! Nenhum direito a menos”, concluiu.

Uma nova reunião foi marcada para o dia 22 de agosto e será aberta a sindicatos de outros setores da indústria.