Punição exemplar para todos os envolvidos nas execuções de Marielle e Anderson

Abaixo a intervenção militar no Rio! Pelo fim da violência e da repressão contra os pobres e negros nas periferias!

Manifesto: PSTU convida o ativismo à rebelião e à construção de um projeto socialista

Texto será discutido com ativistas para a definição de um programa socialista às eleições. PSTU abre legenda para lutadores

21 de março de 2018

Vera Lúcia, pré-candidata do PSTU à Presidência, estará em São José nesta quinta (22)


21/3/2018 - O PSTU de São José dos Campos realiza nesta quinta-feira (22) a apresentação do manifesto “Um Chamado à Rebelião”, em que o partido trata da situação nacional e propõe o início de uma discussão sobre um programa socialista para o país e a crise.

Vera Lúcia, pré-candidata do partido à Presidência da República, estará presente e apresentará o documento, cujo objetivo é discutir com o ativismo, das fábricas, escolas e periferias, a construção de um programa socialista nas eleições de 2018.

Negra, operária e socialista, Vera é uma reconhecida ativista sindical e política de Sergipe e figura em primeiro lugar em pesquisa espontânea para o governo no estado.

“Chega de escolher entre a forca e a guilhotina para a classe trabalhadora! Só é possível garantir emprego, salário, saúde, moradia, acabar com as opressões, a violência e a corrupção, tomando medidas anti-imperialistas e anticapitalistas, afirma o Manifesto.

A atividade será realizada, às 18h, na sede do PSTU (Rua Romeu Carnevalli, 63, centro, São José dos Campos).

O Manifesto pode ser acessado na íntegra em: http://projetosocialista.com.br/







27 de fevereiro de 2018

Eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de São José tem início e agita cenário político

27/2/2018 - Teve início na madrugada desta terça-feira (27), a eleição que vai definir a próxima diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região. A votação se encerra na noite de quarta-feira (28). Ao longo dos dois dias, 50 urnas irão recolher os votos nas fábricas da categoria, na sede e subsedes do Sindicato.

Duas chapas disputam o pleito. A Chapa 1 é a chapa da CSP-Conlutas, que representa a atual diretoria, e Chapa 2, da CUT, de oposição.

Os rumos de um dos principais sindicatos do país
Com uma tradição combativa e classista, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José é um dos principais do país. A categoria é conhecida pelas fortes lutas travadas ao longo de sua história, sempre com independência de governos e patrões.

A entidade teve papel de destaque nas lutas contra os ataques dos governos, sejam os do PSDB, PT ou PMDB, sempre em defesa dos direitos dos trabalhadores. Notadamente, no último período, os metalúrgicos de São José e região foram linha de frente da luta contra as reformas do governo Temer.

A entidade foi também a primeira a romper com a CUT, em 2004, por não aceitar o atrelamento da central cutista ao governo petista e seu abandono da luta independente em defesa dos trabalhadores.

Mesmo antes do início do processo eleitoral, a eleição mexeu com a região. Prefeitos ligados ao PSDB, em São José e Jacareí, vereadores e empresários se articulam para tentar tirar o Sindicato das mãos da atual diretoria, ligada à CSP-Conlutas. Para eles o sindicato precisa ser mais “moderno” e “flexível”, ou em outras palavras, aceitar abrir mão e rifar os direitos dos trabalhadores. O discurso foi adotado pela chapa de oposição ligada à CUT.

O jornal regional O Vale trouxe matérias sobre essa tentativa de influenciar as eleições dos trabalhadores e, nesta terça (27), nova matéria revela que o pleito está sendo acompanhado de perto por empresários e políticos, tendo ocorrido encontros no gabinete do prefeito de São José para discutir o tema.

Tirem as mãos do Sindicato dos trabalhadores!
A Chapa 1 repudia a tentativa da patronal influenciar o processo eleitoral da categoria. “Governos e patrões querem retirar a atual diretoria, ligada à CSP-Conlutas, do Sindicato pois sabem que não temos rabo preso com governo e patrões e nosso único compromisso com a defesa dos trabalhadores. Aqui não tem conchavo com patrão para rifar os direitos dos metalúrgicos”, afirma Weller Gonçalves, atual diretor e candidato da Chapa 1 a presidente.

“Ao longo da campanha recebemos o apoio de muitos trabalhadores e pesquisas mostram que a Chapa 1 é a preferida na categoria. Os metalúrgicos e metalúrgicas vão dar uma resposta com a vitória da nossa chapa”, disse.

Para Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos, que também já foi presidente do Sindicato, a eleição em curso coloca em debate na categoria dois projetos opostos para o próximo período.

“A Chapa 1 representa a tradição combativa e independente dos governos e patrões da categoria. Aponta a necessidade de manter o Sindicato no caminho das lutas para combater a implementação da Reforma Trabalhista, a ampliação da terceirização e lutar contra a Reforma da Previdência. Defende também a construção de uma Greve Geral para derrotar Temer e os corruptos do Congresso. É a chapa que tem condições de manter o Sindicato como um instrumento para as lutas dos trabalhadores”, defende.

A apuração acontece na quinta-feira (1º), no Grupo Nova Era (Av. Vinte e Três de Maio, 950, Vila Maria).

19 de fevereiro de 2018

Intervenção militar no Rio vai aumentar a violência contra os pobres

19/2/2018 - Não é novidade para ninguém a violência generalizada que se abate sobre a população pobre do rio de Janeiro, notadamente as que vivem nas comunidades. Violência do tráfico, das milícias e, mais grave, violência da própria polícia, que deveria proteger as pessoas. Não é de hoje o verdadeiro genocídio contra a juventude negra e pobre das periferias que assistimos no Brasil.

Há muitas teorias da conspiração circulando nas redes sociais e nas declarações de algumas organizações políticas. E há mesmo aqueles que acham que é só mais uma ação atabalhoada de um governo que não encontra mais onde se sustentar. Para além de tudo isso, o que é certo é que estamos diante do aprofundamento de uma escalada repressiva e de criminalização das lutas dos trabalhadores e da pobreza em nosso país que, aliás, não é de agora. Lembremos que, ainda no governo anterior, tivemos a aprovação da Lei Anti-Terrorismo, Lei das Organizações Criminosas e decretos autorizando a utilização das Forças Armadas na garantia da “lei e da ordem” dentre outros.

E, se há outra coisa certa, é que Intervenção Militar Federal decretada por Temer, no Rio, não vai acabar com essa violência. Vai aumentá-la ainda mais. É para isso que o Exército é treinado. Foi para isso, entre outras coisas, que o governo brasileiro – à época o presidente Lula (PT) – mandou tropas brasileiras para ocupar o Haiti: treinar para dias como o que estamos vivendo agora. Foi isso que houve quando FHC (PSDB) usou o Exército para reprimir a greve dos petroleiros em 1995, e quando a presidenta Dilma (PT) usou o Exército para reprimir os manifestantes que lutavam contra o leilão do Campo de Libra, das reservas de petróleo do Pré-sal.

O objetivo do governo Temer e do governo Pezão (todos do MDB) é fortalecer o dispositivo de contenção social, para tentar evitar que fuja do controle a enorme revolta que se acumula na base da sociedade contra a desigualdade, a injustiça, a corrupção e os abusos dos grandes empresários e das próprias autoridades. Mais ainda porque agora essa revolta começa a se espraiar entre os próprios policiais militares e civis do estado que estão atirados em uma situação de total abandono pelo poder público (vejam exemplo recente no Rio Grande do Norte).

Legalização das Drogas, já!
Mas que não se iludam os setores de classe média, da população do Rio, porque esta operação tampouco está destinada a garantir a “sua” segurança. Os governos federal e do Rio, assim como qualquer pessoa medianamente informada, sabem muito bem que a política de “guerra contra as drogas” só tem gerado, onde foi aplicada, mais insegurança e violência que acaba se abatendo sobre todos.

Os policiais militares e civis lançados na tal “guerra às drogas” acabam sendo vítimas (veja o número de policiais mortos só no Rio) e promotores da violência, muitas vezes corrompidos e associados a atividades criminosas. A intensificação dessa política com a Intervenção Militar no Rio só vai levar a ampliar essa situação, O mesmo vai acabar ocorrendo com os militares que agora assumem esta função. É só uma questão de tempo…pouco tempo.

Debelar o problema da violência gerada pelo confronto das quadrilhas e destas com a polícia passa, em primeiro lugar, por uma política agressiva de legalização das drogas, e de centralizar nas mãos do Estado a sua distribuição. Os impostos arrecadados com a venda seriam destinados à adoção pelo Estado de medidas de acompanhamento e proteção/recuperação da saúde física e mental dos dependentes.

Fim dos privilégios dos capitalistas, por vida digna para quem trabalha
Mas as medidas para acabar com esse caos não se resumem ao problema das drogas. O pano de fundo que deixa a população pobre prisioneira desta situação – vítima do tráfico, das milícias, da polícia – é a falta de emprego decente, salário digno, direito à moradia digna, educação, saúde, oportunidade para seus filhos terem um futuro melhor.

E isso não vai mudar se não atacarmos os privilégios daqueles que tem construído sua fortuna com a miséria dos que trabalham. É preciso expropriar todas as empresas envolvidas em corrupção, confiscar a fortuna dos seus proprietários; estatizar as empresas que fecharam as portas no Rio demitindo trabalhadores; acabar com os subsídios com dinheiro público para grandes empresas; suspender o pagamento da dívida pública aos bancos…e usar estes recursos para assegurar emprego, salário e vida digna a todos e todas.

A classe trabalhadora e o povo pobre precisam organizar sua autodefesa
Não haverá segurança para os trabalhadores e o povo pobre enquanto estes mesmos não tomarem em suas mãos a tarefa de garantí-la. É preciso que os moradores das comunidades se organizem e busquem os meios de se defenderem, seja da violência do tráfico, das milícias, ou da polícia. Os trabalhadores e o povo pobre somos a ampla maioria da população, temos mais força do que todos eles. Precisamos apenas nos organizar.

Parte importante desta organização é buscar e cobrar apoio dos próprios componentes das forças policiais, fazê-los ver que precisam repensar seu papel na sociedade. A situação de penúria que vive agora os policiais militares e civis do Rio que estão sem receber salários, sem as mínimas condições de exercer sua função por falta de equipamentos, é expressão de que os governos não querem assegurar segurança pública nenhuma. Quer apenas que os policiais atuem como braço armado para defender os privilégios dos ricos, massacrando os trabalhadores quando lutam e a população pobre para que ela não se revolte (muitas vezes batendo e atirando em seus próprios irmãos, pais e filhos).

E isso precisa e pode mudar. É preciso que os trabalhadores e o povo pobre se organizem, nas fábricas e nas comunidades; é preciso que os policiais se unam aos trabalhadores e suas lutas. Esse é o caminho para garantir uma verdadeira segurança para todos e todas que trabalham. Esse é o caminho para mudar a sociedade em que vivemos, para acabar com o capitalismo e construir uma sociedade socialista, que livre todos e todas que trabalham de toda forma de exploração, opressão, violência, abusos e humilhação a que estamos sujeitos hoje.

Fora Intervenção Militar Federal do Rio de Janeiro!

Fora Pezão e seu governo cheio de corruptos!

Fora Temer e toda sua quadrilha!

Fora todos eles!

Por um governo socialista dos trabalhadores, apoiado em conselhos populares organizados pelos operários e pelo povo pobre!



Por Zé Maria, presidente nacional do PSTU 
www.pstu.org.br




Contra Reforma da Previdência, trabalhadores realizam paralisações, atos e protestos pelo país

19/2/2018 - Manifestações pelo país desde as primeiras horas desta segunda-feira (19) colocam em xeque, mais uma vez, a nefasta proposta de reforma da Previdência do governo Temer.

Trabalhadores de várias categorias, aposentados, sem teto, sem terra e estudantes realizam paralisações, protestos e atos em várias cidades, que afetaram a produção de fábricas, o funcionamento de bancos, do transporte de ônibus, aeroportos e o tráfego em estradas.

É o Dia Nacional de Lutas convocado pelas centrais sindicais, entre elas a CSP-Conlutas, contra essa reforma que ameaça acabar com o direito à aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.

Em São José dos Campos e Jacareí, metalúrgicos realizaram mobilizações em várias fábricas, entre as quais, GM, Chery, JC Hitachi, Eaton, Prolind e Famecânica.

Em votações, os trabalhadores repudiaram a proposta do governo de Michel Temer (MDB) e reafirmaram a necessidade de uma Greve Geral que paralise o país, no caso da reforma ser levada à votação na Câmara. A tramitação da proposta está suspensa em função da votação do decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro.

Nas assembleias, o Sindicato também denunciou os deputados da região Eduardo Cury (PSDB), Marcio Alvino (PR) e Pollyana Gama (PPS), que defendem a reforma.

Ato reúne várias categorias no centro de São José

Ainda pela manhã, sindicatos de várias categorias, como metalúrgicos, químicos, petroleiros, servidores municipais, trabalhadores dos Correios, aposentados, entre outros, realizaram um ato unificado no centro de São José dos Campos.

A manifestação, organizada pelo Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, percorreu em passeata as principais ruas do centro com faixas e cartazes.

Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos falou durante o ato. Confira vídeo da manifestação em: https://goo.gl/TupsZY


Leia também:

Não dar moleza a Temer: vamos enterrar a reforma da Previdência com Greve Geral 
















10 de fevereiro de 2018

Folia e crítica: Bloco Acorda Peão denuncia reforma da Previdência e venda da Embraer

10/2/2018 - Com muito bom-humor e samba no pé, o Bloco Acorda Peão levou para a avenida um protesto contra a reforma da Previdência, no sábado de Carnaval, no centro de São José dos Campos. Cerca de 400 pessoas desfilaram com o bloco, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

A população que circulava pelo centro parou para assistir ao desfile, que começou às 11h na Rua Francisco Paes, seguiu pelas ruas 15 de novembro e Sebastião Humel e voltou para o ponto inicial. A folia terminou às 13 horas.

Os foliões dançaram ao som do samba-enredo “Reforma e Corrupção”, que chamou os trabalhadores para lutarem contra a proposta de mudanças na aposentadoria: “se prepara, vamos nos mobilizar. Reforma da Previdência não vamos deixar passar”, dizia um trecho da música.

O carro abre-alas foi o que mais chamou a atenção. Nele, um dos destaques foi o presidente Michel Temer rasgando uma carteira de trabalho, numa referência à reforma trabalhista. No mesmo carro, a reforma da Previdência foi representada pela Morte e por um trabalhador-defunto em um caixão.

Embraer engolida pela Boeing
A possível venda da Embraer para a Boeing não ficou de fora das alfinetadas do Acorda Peão. Em um dos carros alegóricos, um grande avião da empresa norte-americana engolia um avião da Embraer.

Em outra alegoria, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, com sua mala cheia de dinheiro, pulava Carnaval em liberdade junto a outros políticos presos pela Lava-Jato. De tornozeleiras eletrônicas, eles comemoravam de braços dados com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, enquanto presidiários pobres se espremiam em uma cela de cadeia.

A bateria, formada por integrantes da Acadêmicos do Satélite e do Bloco Sô Fia da Vida, não parou um minuto e garantiu a agitação durante as duas horas de desfile.

O Bloco Acorda Peão completa 20 anos de Carnaval em São José dos Campos, sempre unindo folia e protesto contra as injustiças sociais.

“Usamos o desfile de Carnaval como um apoio para manter o foco naquele que será o principal desafio dos trabalhadores deste ano: barrar a reforma da Previdência. Acho que conseguimos manter este objetivo e saímos renovados para encarar as lutas que estão por vir”, afirma o presidente do Sindicato e militante do PSTU de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.


Informações: sindmetalsjc. Fotos: Tanda Melo







8 de fevereiro de 2018

Em nova decisão, STF determina que Eduardo Cury, secretários e vereadores devolvam reajuste irregular de 2009

8/2/2018 - Ação foi movida pelo PSTU, que anuncia que irá ajuizar nova ação caso Felício consiga aprovar reajuste de 19% a secretários este ano

Em meio à nova tentativa do prefeito Felício Ramuth de pegar carona no reajuste concedido aos servidores municipais para conceder 19% de reajuste salarial a seus secretários de governo, o Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou no último mês de dezembro que reajuste semelhante concedido em 2009 ao ex-prefeito Eduardo Cury, vice-prefeito, secretários e vereadores é ilegal e terá de ser devolvido.

A decisão é fruto de uma ação protocolada pelo PSTU em 2009. Cury e os demais recorreram por várias vezes desde que perderam a ação em 1ª instância. Mas, no final de 2017, o STF comunicou ao juiz da 1ª Vara da Fazenda de São José dos Campos, Silvio José Pinheiro dos Santos, que a decisão para que os valores sejam devolvidos está mantida e que não cabe mais nenhum recurso.

Agora, todos eles terão que devolver aos cofres da Prefeitura o dinheiro recebido por conta desses aumentos considerados ilegais e inconstitucionais, com juros e correção monetária.

Além disso, como houve aumentos de salários a partir daquela época, estes também terão que ser reajustados para menos, já que partiram de uma base que foi diminuída pelo STF. Isso vai afetar também quem não era vereador, prefeito ou secretário naquela época e é atualmente.

O cálculo dos valores que deverão ser ressarcidos será feito a partir das informações que a Prefeitura e a Câmara Municipal deverão repassar ao juiz, o que já foi requerido pelo PSTU.

Para o presidente do PSTU de São José dos Campos e autor da ação, Toninho Ferreira, a decisão é uma vitória dos trabalhadores e da população.

“O que Cury, vice-prefeito, secretários e vereadores fizeram foi lesivo aos cofres públicos. Tentaram se aproveitar de um direito dos servidores municipais de forma oportunista, ilegal e imoral. Agora é garantir que eles devolvam o que embolsaram indevidamente. O dinheiro deveria ser usado em prol da população, na saúde ou construção de creches, por exemplo”, disse Toninho.

Ainda segundo Toninho, o PSTU também irá ajuizar uma ação por imoralidade pública contra o aumento de 19% que o Prefeito está tentando conceder aos secretários, caso seja aprovada a medida na sessão desta quinta-feira (8).

Saiba mais
Em agosto de 2009, a Câmara Municipal de São José dos Campos editou duas leis que deram aumento de salários aos vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários. Além de reajustar os salários pela inflação acumulada desde a posse, uma das leis criou um gatilho salarial igual ao dos servidores municipais. Sempre que a inflação ultrapassasse 5% em doze meses, os salários já reajustados seriam corrigidos automaticamente.

O PSTU entrou com uma ação contestando a medida e, em primeira instância, a Justiça de São José entendeu que apenas o aumento dos vereadores era indevido. Posteriormente, o Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu recurso do PSTU e ampliou a condenação para todos.
O ex-prefeito Eduardo Cury e a Prefeitura de São José dos Campos apresentaram recurso ao STF. Em novembro de 2016, o STF julgou improcedentes esses recursos, mantendo a decisão do TJ de São Paulo e em 14 de fevereiro de 2017 a 1ª Turma confirmou o julgamento. Os envolvidos recorreram novamente, e no final do ano o STF manteve a decisão.


Dados do Processo:
Ação Popular
Proc. nº 0567418-98.2009.8.26.0577
1ª Vara da Fazenda Pública de São José dos Campos

6 de fevereiro de 2018

19 de fevereiro: Construir um grande dia de luta contra a reforma da Previdência


6/2/2018 - As direções das maiores centrais sindicais se reuniram na manhã desta quarta, 31, e aprovaram o chamado a um dia nacional de luta no próximo dia 19, data em que o governo Temer espera colocar a reforma da Previdência em votação na Câmara.

Temer vem fazendo uma forte ofensiva para a aprovação da medida que pretende simplesmente tirar o direito de aposentadoria a milhões de trabalhadores. Se por um lado enfrenta uma série de reveses, como a dificuldade de angariar os 308 votos que precisa para aprovar a medida, por outro continua comprando deputados através da liberação de emendas e reforça uma campanha milionária de desinformação para convencer a população de que a reforma “combate privilégios” e que não tira direitos.

Temer reforçou o caixa para a propaganda enganosa na mídia, que já soma mais de R$ 150 milhões. Desses, R$ 64 milhões só para as emissoras de televisão. Não é por menos que o presidente vem excursionando por programas populares de televisão, como Silvio Santos e Ratinho, a fim de mentir à população. Nos próximos dias, pretende ainda realizar uma enorme ofensiva via redes sociais.

É preciso que esse dia 19 seja de fato um grande dia de luta, que faça o país tremer contra a reforma da Previdência. E é necessário ainda que, desde já, as centrais, sindicatos e demais entidades e organizações, a exemplo do que vem fazendo e orientando a CSP-Conlutas, utilize todos seus meios e recursos para desmontar e contrapor a campanha mentirosa do governo.

Precisamos de uma Greve Geral
No final de 2017, as centrais se reuniram e definiram o lema “Se botar pra votar, o Brasil vai parar”. No entanto, apesar de o governo estar anunciando publicamente a data da votação da reforma, as centrais, em reunião que a CSP-Conlutas sequer foi chamada, não convocaram uma Greve Geral no país. A Greve Geral, como vem defendendo a CSP, continua sendo uma necessidade para botar abaixo em definitivo essa reforma.

Se há vacilação nas direções das maiores centrais, é preciso reforçar a organização da luta por baixo. É necessário realizar assembleias nas categorias, no movimento popular, organizar comitês de luta contra as reformas nos bairros e periferias, e impor, no dia 19 de fevereiro, um grande dia de luta. Podemos fazer como em março passado, em que um dia de lutas convocado pelas centrais acabou se transformando, pela pressão de baixo, em dia de Greve Geral na prática em várias partes do país.



pstu.org.br






Não dar moleza a Temer: vamos enterrar a reforma da Previdência com Greve Geral

6/2/2018 - O ano de 2018 começou sem nenhuma melhora na vida do povo e com mais mentiras do governo. E também com movimentações dos de cima em torno das eleições de 2018 e da condenação de Lula, que mantém a incerteza sobre a possibilidade de sua prisão e a manutenção de sua candidatura até o final.

O governo Temer começou o ano reduzindo o salário mínimo e mentindo que o desemprego diminuiu e que o país está melhor. Depois, foi para a Suíça, no fórum dos banqueiros, e voltou direto para o Programa Silvio Santos para continuar mentindo que a reforma da Previdência é boa para os pobres. Disse também que vai liberar mais R$ 30 bilhões aos deputados. Uma vergonha! O país está na iminência de uma epidemia de febre amarela por falta de vacinas, e Temer gasta bilhões para acabar com a nossa aposentadoria!

Temer, porém, está com mais dificuldades. Sua base aliada (e corrupta) está mais dividida. As disputas entre o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que querem ser candidatos dos banqueiros, dificultam a angariação de votos. A crise na Caixa Econômica Federal, em que Temer foi obrigado pela Justiça a destituir parte da diretoria – cargos políticos dos aliados – e a crise com a nomeação da filha de Roberto Jefferson (PTB) para o Ministério do Trabalho também dificultam fechar os votos.

Os trabalhadores não devem baixar a guarda. Devem aproveitar que Temer tem mais dificuldades, enterrar de vez a reforma e impor uma derrota ao governo e ao Congresso.

Devemos, portanto, reforçar a mobilização para a construção de uma greve geral. As centrais sindicais, porém, seguem sem nenhuma preparação em suas bases e ainda não responderam à proposta da CSP-Conlutas de realizar uma reunião para organizar a greve, apesar de declararem que, se o governo colocar a reforma para votar, o Brasil vai parar.

A CUT, por sua vez, depois da condenação de Lula, tem feito declarações chamando a greve geral se a reforma for colocada para votar, mas vinculando ao chamado à defesa de Lula. Que a CUT queira defender Lula é direito seu, mas a reivindicação da greve não pode ser essa, porque isso não só não mobiliza como divide.

A tarefa é unir os trabalhadores e os setores populares numa greve geral para impedir a reforma da Previdência e derrotar Temer e o Congresso de corruptos e picaretas. Para isso, é preciso construir a mobilização por baixo, pela base e, desde aí, exigir que as centrais a convoquem.

Alternativa revolucionária e socialista

Em meio a uma crise do sistema – que os capitalistas e seus capatazes jogam sobre a classe trabalhadora e os pobres, ampliando a desigualdade e a violência que marcam nosso país –, estamos presenciando uma monumental crise econômica, social e política.

Desde junho de 2013, porém, as mobilizações sacudiram para valer a ordem que os de cima mantinham nos tempos das vacas gordas, quando faziam pequenas concessões aos mais pobres em prol de dar bilhões aos ricos. Antes de 2013, as greves nas obras do PAC prenunciavam que a classe operária e os setores populares se levantavam. Desde então, as lutas não pararam, as greves voltaram aos patamares dos anos 1980 e se fez a maior greve geral da histó- ria do país, em 28 de abril de 2017.

Este ano, a crise, ao contrário do que diz o governo, está longe de acabar para os de baixo, ao mesmo tempo em que será atravessado por eleições com as quais os capitalistas desejam tentar retomar a estabilidade deles para nos explorar melhor. Os trabalhadores e a maioria do povo pobre percebem a enganação desse regime controlado pelo poder econômico, mas, por falta de uma alternativa de poder dos de baixo, ainda vão votar, mesmo tapando os narizes.

Devido à crise, como em 1989, dezenas de candidatos burgueses se apresentam. Mas não há até agora candidaturas que defendam um projeto socialista, muito menos revolucionário. Se apresentaram apenas projetos capitalistas, sejam burgueses puros, sejam burgueses de colaboração de classes, como os do PT, PSOL, PCdoB, que defendem esse regime e esse sistema. Defendem a ordem e alguns remendos no sistema capitalista, incapazes de melhorar a vida dos trabalhadores, quem dirá de realizar uma mudança significativa

Esse país precisa de uma revolução socialista, precisa que os de baixo derrubem os de cima e governem por meio de comitês operários e populares, para acabar com a desigualdade e as mazelas que nos afligem.

É preciso abrir a discussão na base operária e popular sobre um programa revolucionário e socialista que possa ser apresentado por uma candidatura que bata de frente com esse regime e que diga que o Brasil não será mudado por eleições nem por salvadores da pátria, mas só com uma revolução dos de baixo, que tome em suas mãos o poder e imponha medidas contra o sistema capitalista: que tire dos ricos para acabar com a desigualdade social escandalosa do nosso país. Enfim, uma alternativa que seja um chamado à rebelião contra tudo isso que está aí. O Brasil, afinal, precisa de uma revolução socialista.


Editorial do Opinião Socialista N° 548





PSTU Jacareí: Contra o aumento das passagens de ônibus!

6/2/2018 - No último dia 29, a Prefeitura de Jacareí disponibilizou para consulta pública a proposta de reajuste da tarifa para o transporte público municipal realizada pela JTU (Jacareí Transporte Urbano). A concessionária responsável pelo serviço propõe o valor de R$ 5,13 pelas passagens, o que implicaria um aumento de 25,12% na tarifa.

Após a Consulta Pública e a análise da Comissão de Valor Tarifário, que ainda não têm data para serem divulgadas, a Prefeitura publicará o Decreto Municipal com o reajuste da tarifa.

Nós, do PSTU, repudiamos o aumento das passagens do transporte público e exigimos que o prefeito Izaias Santana (PSDB) negue o pedido de aumento. O transporte é um direito público, e deve servir para garantir o direito de mobilidade da população, não para o lucro dos empresários.

É preciso que a população se organize para lutar contra esse aumento. Chamamos todas as entidades da região a se opor e se mobilizar desde já contra esse ataque à classe trabalhadora!  Exigimos que os vereadores também se oponham a essa verdadeiro assalto ao bolso dos trabalhadores!

A consulta pública sobre o aumento da passagem pode ser acessada em: http://www.jacarei.sp.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/consulta_reajuste_JTU.pdf

É preciso enviar também um e-mail para consultapublica@jacarei.sp.gov.br repudiando esse aumento e exigindo que seja negado.


Um ataque aos nossos direitos

Na solicitação da empresa, ela cita como justificativa para o aumento das passagens os salários dos trabalhadores, o preço do combustível, o aumento da quilometragem de algumas linhas, a redução do número de passageiros pagantes, o aumento de passageiros com algum tipo de benefício de isenção tarifária, a integração sem modificação de linhas e o transporte coletivo clandestino. Também fala de um déficit entre o custo dos serviços e o preço cobrado ao usuário.

Na verdade, esses argumentos da JTU não justificam o aumento da tarifa. A insistência da JTU na queda de arrecadação é um questionamento às isenções para os maiores de 65 anos e para a meia passagem estudantil. Acreditamos que são direitos necessários e que inclusive deveriam ser ampliados, com passe livre para todos, incluindo estudantes e desempregados.

 A JTU oferece um serviço que deixa muito a desejar, com intervalos muito grandes entre ônibus e horários muito reduzidos. Ela justifica o aumento da tarifa no fortalecimento do transporte clandestino, mas na verdade essa é a única forma que os trabalhadores tem conseguido se deslocar dado o defasado serviço oferecido.

O problema real é que a JTU trabalha em função de seus próprios lucros como empresa privada, não para garantir o direito ao transporte dos trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, o PSTU defende a municipalização do transporte sob controle dos trabalhadores e da população.

O governo do Izaias governa em função dos interesses do empresários, não dos trabalhadores. Não podemos deixar a definição do aumento nas mãos dele. Precisamos todos nos manifestar contra o aumento e em defesa do direito ao transporte dos trabalhadores.

Por isso, dizemos:

Não ao aumento da tarifa, rumo à tarifa zero!

Passe livre para estudantes e desempregados!

Municipalização dos transportes sob o controle dos trabalhadores e da população!

Transporte coletivo não é mercadoria!


PSTU Jacareí