Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

Leia Editorial do jornal Opinião Socialista n° 540

11 de agosto de 2017

Metalúrgicos do país definem dia de greves e manifestações em 14/9 e plenária nacional no dia 29/9

11/8/2017 - Os principais sindicatos de metalúrgicos do país reuniram-se nesta sexta-feira (11), em São Paulo, pela segunda vez neste mês de agosto, para organizar e definir iniciativas da unidade de ação nas campanhas salariais desse ano e na luta para combater as reformas Trabalhista e da Previdência.

As entidades presentes definiram a realização de um dia nacional de manifestações e greves no dia 14 de setembro e também uma plenária nacional dos metalúrgicos aberta a trabalhadores de outros setores industriais no dia 29 de setembro para discutir a luta contra as reformas e em defesa dos direitos.

Na última semana de agosto, haverá um “esquenta” com a realização de assembleias e distribuição de um jornal unificado.

A unidade de ação envolve representantes sindicais da CSP-Conlutas, CUT, CTB, Força Sindical, UGT e Intersindical. Estiveram presentes na reunião desta sexta, dirigentes da CSP-Conlutas, CNTM Força Sindical , CNM CUT , Fitmetal (CTB), Intersindical, sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo, Guarulhos, Santo André, Santos, São José dos Campos, ABC, Sorocaba e Jaguariúna.

“O governo não pode continuar atacando os trabalhadores, sem reação das centrais e do movimento sindical de conjunto. Neste segundo semestre, teremos campanhas salariais de importantes e combativas categorias. Nas bases, a indignação é grande e os trabalhadores já demonstraram no último período que têm disposição e força pra lutar”, avalia Luiz Carlos Prates, o Mancha, integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, que participou da reunião.

“Nossa palavra de ordem é unir e resistir! Nenhum direito a menos”, concluiu.

Uma nova reunião foi marcada para o dia 22 de agosto e será aberta a sindicatos de outros setores da indústria.

Com terceirização, Prefeitura do PSDB vai precarizar atendimento médico em São José dos Campos

8/8/2017 - Amparado pela nova lei da terceirização, o prefeito Felício Ramuth (PSDB) vai terceirizar parte do atendimento médico à população de São José dos Campos. A medida precariza a contratação dos profissionais e, para especialistas, está longe de resolver o problema da saúde na cidade.

A Prefeitura pretende contratar até 110 mil consultas nas áreas de clínica geral, pediatria e ginecologia, a um preço médio de R$ 22 cada. Em seis meses, a medida custará R$ 2,4 milhões aos cofres públicos. O atendimento será feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Segundo médicos ouvidos pelo Sindicato dos Metalúrgicos sob a condição de anonimato, a contratação de consultas não é o ideal. Entre os diversos problemas apontados, há um que atinge diretamente o paciente. Dificilmente, ele será atendido pelo mesmo médico em caso da necessidade de uma nova consulta – o que pode comprometer a eficiência do tratamento.

Em um primeiro momento, o modelo de contratação deve desafogar as filas nas UBS, mas não vai resolver o problema dos pacientes, que logo voltarão a sofrer com a espera pelo atendimento em outras especialidades, a fila para exames e a falta de medicamentos.

Baixos salários
O prefeito argumenta que a medida seria uma solução “inovadora” e visa resolver de imediato o problema da falta de médicos concursados na cidade. No entanto, os profissionais da rede municipal argumentam que o salário está defasado, inclusive muito abaixo de outras prefeituras. Este cenário leva ao número reduzido de médicos interessados em permanecer na rede pública da cidade.

Avanço da precarização
Na prática, a medida vai aprofundar a terceirização e a precarização nos serviços da saúde da cidade. Na rede pública de São José dos Campos, já existem empresas terceirizadas atuando nos serviços de agendamento, gerenciamento, limpeza e exames médicos.

O modelo rendeu muitos problemas e levantou suspeitas. Em março deste ano, a Comatic, empresa que era responsável pela limpeza nas unidades, foi flagrada cometendo uma série de irregularidades, como atrasos nos pagamentos dos funcionários e o não cumprimento de diversas cláusulas contratuais.

Em outro caso, a ICV (Instituto Ciências da Vida), responsável pela gestão da UPA do Putim, foi denunciada por quarteirizar suas funções para outras cinco empresas. Na época, a empresa recebeu R$ 1,15 milhão por mês da Prefeitura para gerenciar a unidade, mas se tornou, na prática, apenas uma mediadora, já que o serviço era realizado por outras. A UPA do Putim era alvo de muitas reclamações por parte da população.





24 de julho de 2017

Luto: Hiena, ativista que participou da histórica greve da GM de 1985, faleceu nesta segunda-feira (24)

24/7/2017 - Faleceu nesta segunda-feira (24) o ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Ediberto Bernardo dos Santos, o Hiena.

O camarada foi diretor do Sindicato entre 1987 e 1990, num período de muita luta e enfrentamentos.

Foi um dos ativistas que participou da histórica greve da General Motors em 1985. Por sua atuação, foi duramente perseguido. Fez parte do grupo dos 33 demitidos e processados criminalmente em razão da greve.

A perseguição política marcou a vida de Hiena e dos outros trabalhadores da GM que tiveram seus nomes incluídos nas chamadas “listas sujas” e amargaram anos de desemprego.

A anistia política veio em 2009, com pedido de perdão pelo Estado brasileiro.

Morreu vítima de câncer, aos 56 anos, e está sendo velado no Campo das Oliveiras, à Rua Siqueira Campos, 263, em Jacareí. O sepultamento será no Cemitério Parque Santo Antônio, às 15h30.

17 de julho de 2017

12° Congresso: Metalúrgicos de SJC cobram das Centrais nova Greve Geral e propõem o dia 2 de agosto

17/7/2017 - No último final de semana, trabalhadores metalúrgicos(as) de São José dos Campos e região realizaram o 12º Congresso da categoria, em Caraguaratuba/SP. Mais de 100 delegados(as) reuniram-se durante dois dias e debateram como fortalecer as lutas e a organização da categoria, principalmente, para derrotar as reformas Trabalhista e da Previdência.

Diante da grave crise política, econômica e social existente no país, os metalúrgicos reafirmaram o caminho da luta direta para derrotar as reformas, o governo Temer e o Congresso de corruptos. A categoria tem sido vanguarda nas lutas do último período, tendo realizado várias greves, paralisações e protestos contra os ataques aos direitos.

Uma das principais resoluções aprovadas faz uma exigência às Centrais Sindicais para que retomem o processo de mobilização para revogar a Reforma Trabalhista e a lei da terceirização, aprovadas pelo Congresso e sancionadas por Temer, bem como para impedir a Reforma da Previdência.

Propõe que as centrais definam um plano de lutas e organizem desde já, pela base, uma nova Greve Geral. Indicam o dia 2 de agosto, data em que a Câmara dos Deputados poderá votar o pedido para abertura de processo contra Michel Temer por corrupção passiva.


A categoria também refutou qualquer negociação com o governo Temer ou “remendo” nas reformas. “Tanto a proposta do governo Temer, quanto as propostas de emendas apresentadas por deputados e centrais sindicais retiram direitos trabalhistas. Nenhum trabalhador autorizou nenhuma central a negociar em seu nome”, afirma trecho da resolução de conjuntura nacional.

A defesa do “Fora Temer e todos os corruptos” também foi outra resolução aprovada, que continuará sendo incorporada nas lutas da categoria.

No caso da queda de Temer, contra uma saída institucional por eleições indiretas, a categoria aprovou que o Sindicato deverá chamar a luta por Eleições Gerais, com novas regras, ou seja, eleições para todos os cargos, não só para presidente da República, como também para deputados e senadores.

Fortalecimento da CSP-Conlutas
A tese proposta pela diretoria, e aprovada como resolução no Congresso, também faz um balanço da CSP-Conlutas, da qual o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos é fundador. A avaliação é que a Central após 11 anos de sua criação se firmou como uma alternativa classista, independente e democrática para as lutas dos trabalhadores. “Durante os governos do PT, a CSP-Conlutas cumpriu um papel protagonista na realização de lutas e paralisações”, diz trecho da tese.

Os metalúrgicos(as) aprovaram ainda impulsionar a discussão do Congresso Nacional da Central, que acontecerá em outubro. “O 12º Congresso resolve impulsionar a discussão do Congresso Nacional da CSP-Conlutas nas assembleias e organismos da categoria, reafirmando o projeto de independência de classe da nossa central em contraposição às organização que pregam a conciliação de classes. Construir a CSP-Conlutas na base, como alternativa de direção ara o movimento sindical brasileiro”, afirma resolução.


Organização de base, luta contra opressões e 100 anos da Revolução Russa
Os delegados e delegadas, eleitos(as) em dezenas de assembleias nas fábricas da categoria, também discutiram e aprovaram resoluções com a avaliação da categoria e o plano de lutas em relação a vários temas, como situação internacional, organização de base, saúde do trabalhador, mulher trabalhadora, luta contra as opressões, aposentados, entre outros.

Os 100 anos da Revolução Russa também foram lembrados pelo Congresso metalúrgico. No sábado à noite, Martin Hernandez, estudioso do tema e dirigente da LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional), deu uma palestra, destacando os principais acontecimentos e lições da revolução que mudou a história mundial.

Os membros da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes e Luiz Carlos Prates (Mancha) acompanharam os debates do Congresso.


www.cspconlutas.org.br





8 de julho de 2017

Todo repúdio aos ataques do MBL ao companheiro Mancha! Fascistas não passarão!

7/7/2017 - No dia 30 de junho, os trabalhadores deram mais uma demonstração de sua força e disposição de luta. Foram protestos, paralisações e cortes de estradas por todo o país, em protesto contra as reformas defendidas pelo corrupto governo Temer e pelo empresariado. Em São José dos Campos, região operária no Vale do Paraíba, conhecida pelo movimento sindical combativo e pelas grandes lutas dos trabalhadores, não foi diferente.

Foi após mais um grande dia de luta, com mais de 10 indústrias paralisadas, transporte afetado, bancos e comércios de portas fechadas e protestos nas ruas, que o companheiro Luiz Carlos Prates (Mancha), integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos na cidade e conhecido militante das lutas operárias na região, foi alvo de uma postagem racista do MBL de São José dos Campos (Movimento Brasil Livre), no Facebook.

Uma foto montagem com a imagem de Mancha faz referência a um produto de limpeza e traz a inscrição “Dica para não entrar em greve em SJC”, apagando a foto do companheiro em seguida. Além do racismo evidente, a postagem sugestiona inclusive “sumir” com o dirigente.


Imagem compartilhada pelo MBL de São José dos Campos 


Fascistas não passarão!
Todo o repúdio a este ataque racista e preconceituoso que não se dirige apenas ao companheiro Mancha, mas também às lutas dos trabalhadores.

O MBL é um dos grupos de direita surgido no esteio das manifestações pelo impeachment de Dilma. Se autodenominam “apartidários” e “independentes”, mas são ligados e financiados pelo governo Temer, PMDB, PSDB, empresas e banqueiros. Não é a toa que são defensores das reformas da Previdência e Trabalhista e de todo o ajuste fiscal que penaliza os trabalhadores.

Dizem ser contra a corrupção, mas sumiram das ruas depois que Temer assumiu. Durante a ocupação das escolas pelos estudantes secundaristas agiram como forças paramilitares, usando de agressão física contra alunos, em várias cidades do país, para desocupar as escolas.

A postagem contra Mancha é criminosa, afinal racismo é crime, mas não é a única de caráter preconceituoso, pois na página do grupo é fácil encontrar a criminalização da pobreza e das lutas.

Em abril, na Greve Geral do dia 28, por exemplo, diante do caso de um absurdo atropelamento de manifestantes ocorrido durante os protestos na região, eles parabenizaram o motorista, tripudiaram os estudantes atropelados e sugeriram que essa deveria ser uma prática diante de protestos. Típico da ideologia fascista, que exalta e estimula a violência.

Repudiamos e vamos denunciar e tomar providências contra as práticas racistas e preconceituosas dessa organização de direita que age a serviço dos interesses do empresariado, contra os trabalhadores. Fascistas não passarão!



3 de julho de 2017

“Uma saída socialista para a crise brasileira” é o tema da palestra na sede do PSTU de São José dos Campos, nesta quarta-feira (5)

3/7/2017 - O PSTU de São José dos Campos realiza em sua sede, nesta quarta-feira, dia 5 de julho, às 18h30, a palestra “Uma saída socialista para a crise brasileira”. Atnágoras Lopes, da direção nacional do PSTU e da Executiva Nacional da CSP-Conlutas,  será o palestrante.

A crise política brasileira segue sem ter uma luz no fim do túnel. Não há quem arrisque com certeza os próximos passos da situação nacional, tamanha a crise no “andar de cima” e na economia do país.

Seja no governo Temer, no Congresso ou em outras esferas dos governos a corrupção é crônica e o pagamento da Dívida Pública a banqueiros e especuladores internacionais consome mais de 50% do orçamento da União, jogando a crise nas costas dos trabalhadores, com mais de 20 milhões de desempregados e piora nas condições de vida. Como se não bastasse, o governo e os grandes empresários iniciaram uma verdadeira “guerra social”, com brutais ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo pobre.

Mais do que discutir essa situação, Atnágoras Lopes (foto) virá a São José p ara debater uma saída socialista para a crise brasileira, uma saída em favor da classe trabalhadora.

Compareça! Esperamos por você, seus amigos e família!

A sede do PSTU fica na rua Romeu Carnevalli, 63, centro (próximo ao Mercado Municipal).

Confirme presença na página do evento no Facebook e compartilhe:
https://business.facebook.com/events/1538137442885087








26 de junho de 2017

Nesta quarta (28), Fórum de Lutas do Vale do Paraíba faz reunião para organizar Greve Geral na região


26/6/2017 - Por todo o país, categorias estão aprovando a adesão à Greve Geral marcada para a próxima sexta-feira, dia 30 de junho, e reuniões e plenárias discutem a organização da mobilização que promete parar o país. O Fórum de Lutas do Vale do Paraíba realiza reunião nesta quarta-feira (28) para acertar os detalhes da paralisação na região.

A expectativa das entidades é realizar uma mobilização maior e mais forte que a realizada em 28 de abril.

À época, o Fórum de Lutas do Vale do Paraíba reuniu mais de 20 sindicatos de várias categorias, mobilizando trabalhadores como metalúrgicos, condutores, químicos, comerciários, bancários, trabalhadores dos Correios, da alimentação, aposentados, professores, petroleiros, entre outros. A mobilização parou tudo na região: transporte, indústrias, comércio, bancos, estradas e avenidas.

A disposição de luta é grande. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, por exemplo, realizou no último sábado (24) uma reunião com o Conselho de Representantes da entidade, formado por ativistas e trabalhadores da base e, por unanimidade, confirmou a disposição da categoria em parar as fábricas para derrubar as reformas trabalhista e da Previdência e exigir a saída de Temer (PMDB) e dos corruptos do Congresso Nacional.

O Sindicato dos Químicos realizou o Congresso da categoria neste último final de semana e, além de votar a filiação à CSP-Conlutas, também aprovou a adesão da categoria à Greve Geral do dia 30.

O Sindicato dos Condutores, em campanha salarial, nas assembleias com motoristas e cobradores da categoria, tem discutido a necessidade da Greve Geral.

“Muitas centrais diziam que seria impossível, que os trabalhadores não estavam preparados para uma Greve Geral. Mas em abril vimos que a realidade foi outra, com 40 milhões de pessoas paradas. Agora, vamos novamente mostrar a força da classe trabalhadora”, afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos e militante do PSTU Weller Pereira Gonçalves, que conduziu a reunião do Conselho.


Uma forte Greve Geral para derrotar Temer e avançar na organização dos trabalhadores
O PSTU está com toda sua militância na construção da Greve Geral. Nas fábricas, nos locais de trabalho em geral, nas escolas, nos bairros, distribuímos milhares de panfletos para ajudar a construir a mobilização.

“É preciso organizar os comitês pela base, realizar assembleias nas categorias, aglutinando os trabalhadores organizados com a população pobre das periferias. É necessário realizar uma grande greve com manifestações em todo o país e explicar aos trabalhadores que só mudaremos de fato a situação do país com um governo da nossa classe, independente dos banqueiros e grandes empresários”, afirma Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos.

“Temos que avançar na organização da classe e da população pobre, não só para a luta contra esse governo, mas para irmos construindo desde já uma alternativa de poder dos trabalhadores, rumo um governo socialista, que funcione com base em Conselhos Populares”, disse.





22 de junho de 2017

Pelo país, categorias aprovam adesão e preparam a Greve Geral

22/6/2017 - Setores estratégicos como de transportes, construção civil, metalúrgicos, petroleiros, entre outras categorias, estão aprovando a adesão à Greve Geral de 30 de junho. Outros segmentos da classe também estão marcando assembleias nos próximos dias para fortalecer e organizar a mobilização, que tem o objetivo de derrubar as reformas Trabalhista e da Previdência impostas pelo governo Temer.

O setor de transportes, em plenária nacional realizada na última segunda-feira (19), com a participação de diversas entidades sindicais, aprovou a participação à greve, sem nenhum recuo.
Como parte desse reforço, a Fenametro (Federação Nacional dos Trabalhadores Metroferroviários), divulgou uma carta às Centrais Sindicais reafirmando a necessidade da greve geral, destacando que a categoria metroferroviária nacional mostra total disposição para parar no dia 30/06 (confira aqui a carta).

Já o Conselho de Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que reúne cipeiros, delegados sindicais, ativistas e trabalhadores da categoria, se reúne neste sábado (24) para organizar a greve, que tem sido aprovada de forma unânime nas assembleias nas fábricas.

Também engrossam a adesão ao dia 30 de junho os petroleiros do Litoral Paulista que, em plenária realizada nesta quarta-feira (21), aprovaram participação à greve. Em São José dos Campos, a categoria também realizou assembleias para ratificar a participação na paralisação.

No setor da construção também não é diferente. Em Fortaleza (CE), desde o começo dessa semana estão ocorrendo assembleias nos canteiros de obras da região metropolitana e panfletagens. O material de divulgação da greve está sendo distribuído aos operários, com a orientação de que a CSP-Conlutas não aceita a negociação da retirada de direitos e que a resposta é a greve para derrubar as reformas.

Assembleias também acontecem nos canteiros de obra de Belém (PA) para a aprovação da greve geral.  A CSP-Conlutas Pará está convocando uma reunião para a próxima segunda-feira (26) com as diversas categorias para organizar as categorias no estado. Um evento no facebook com um ato para o dia 30 de junho também foi marcado.

A categoria bancária de São Paulo se reúne na segunda-feira (26) para ratificar e preparar esse dia de luta.

Comitês Populares
Os comitês de luta contra as reformas, compostos por entidades do movimento popular, sindical, associações de bairro, entre outras entidades, também estão se preparando para a data. Com parte das iniciativas e para reforçar o chamado para a greve geral, os Comitês Unificados de Luta da Zona Sul de São Paulo divulgaram uma carta em que reiteram a importância da realização da greve geral. “A construção de uma nova greve geral só será possível com a unidade de todos aqueles que estejam dispostos a lutar contra as reformas. Todas as mobilizações que realizamos até o momento nos mostram que este é o caminho para derrotar Temer e suas reformas”, destacou o movimento.

No Rio de Janeiro, os preparativos para a data também seguem a todo vapor. Na quarta-feira (21) foi realizada uma plenária na sede do Sepe/RJ (Trabalhadores Estaduais em Educação do Rio de Janeiro), com a participação de diversas entidades sindicais. No encontro foi reafirmada a necessidade da greve geral no dia 30 de junho.

Votação da reforma trabalhista no Senado pode ficar para julho. Vamos barrar! Greve neles!
O calendário de tramitação do Projeto de lei 38/2017 que trata da reforma trabalhista pode sofrer atrasos em sua votação final. Após ser rejeitado na CAS (Comissão de Assuntos Sociais), o relatório foi lido na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nesta quarta-feira (21), com a definição de um calendário que inclui mais duas audiências públicas na próxima semana.

O próprio relator da Comissão Romero Jucá (PMDB-RR) reconheceu que a votação em plenário do Senado pode não ocorrer no dia 28 de junho, e admite a possibilidade de que a matéria seja concluída apenas na primeira semana de julho.

Os trabalhadores não podem baixar a guarda e devem continuar fazendo pressão. A CSP-Conlutas reitera que não aceita negociar as reformas e convoca os trabalhadores para a greve geral do dia 30 de junho. Vamos enterrar de vez esses ataques contra os direitos trabalhistas e previdenciários. Fora Temer e os corruptos do Congresso Nacional!


Informações CSP-Conlutas

"Esquenta da Greve Geral" agitou fábricas de São José e Jacareí

20/6/2017 - O dia de "Esquenta da Greve Geral" em São José dos Campos e Jacareí, nesta terça-feira (20), foi de muita mobilização.

Assembleias e panfletagens ocorreram em categorias, como metalúrgicos, químicos, vidreiros e condutores, bem como atos no centro da cidade, demonstrando que os trabalhadores estão cada vez mais indignados com os ataques do governo e a disposição é grande para a Greve Geral de 30 de junho.

Vamos em frente!
O governo Temer sofreu hoje um revés na tramitação da Reforma Trabalhista, com a derrota na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Devemos aproveitar as crises deste governo corrupto e fortalecer nossa mobilização.

Vamos com tudo para fazer uma grande Greve Geral no dia 30 e fortalecer os comitês populares.

Nas lutas vamos derrotar as reformas, Temer e esse Congresso de corruptos.

Fora Temer! Fora Todos!

Por um governo socialista dos trabalhadores, baseado nos conselhos populares!