25 de fevereiro de 2016

Delegação da CSP-Conlutas leva solidariedade aos trabalhadores na Palestina

25/2/2016 - Em solidariedade à luta do povo palestino, a CSP-Conlutas enviou uma delegação à região. Entre os integrantes da delegação está o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, militante do PSTU e da LIT-QI, Herbert Claros.

A viagem tem o objetivo de fortalecer as relações internacionais da CSP-Conlutas, estreitando os laços com os sindicatos palestinos.

Na última terça-feira, dia 23, a delegação participou de uma manifestação de professores na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, na última terça-feira, dia 23. O protesto foi para forçar o governo da Autoridade Palestina a atender as exigências dos professores e reuniu mais de 10.000 pessoas.

A luta dos professores palestinos é atualmente uma das principais do país. Conselhos de base estão comandando uma forte greve da categoria, desde o dia 10 de fevereiro, que exige melhores salários e direitos, além de relações mais democráticas na representação sindical.

Houve também uma visita à cidade operária de Qalqilya para verificar as condições absurdas as quais a classe trabalhadora palestina está sendo submetida. Segundo Herbert, "uma palavra traduz a relação de exploração e opressão de Israel sobre o povo palestino: fascismo".



Pela abertura da rua Al Suhada
No dia 20, Herbert participou de uma reunião com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Postais Palestinos, realizada na cidade de Hebron. A entidade palestina faz parte da Rede Internacional de Solidariedade e Luta, da qual também é membro o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

Após a reunião, a delegação esteve presente em uma importante manifestação pela abertura da rua Al Suhada, em Hebron. A rua, que antes abrigava o comércio popular destinado aos palestinos, foi fechada pelas autoridades israelenses para garantir que apenas colonos judeus habitem o local.

O fechamento da rua prejudicou diretamente os palestinos que possuíam negócios na região. A luta pela reabertura traz uma espécie de simbolismo que remete à própria luta do povo palestino pelo território que, a cada dia, vem sendo tomado por Israel.

Mesmo percorrendo pacificamente as ruas de Hebron, a mobilização foi fortemente reprimida ao chegar em um dos portões instalados na rua Al Shuhada.

“Foi desnecessária e absurda a repressão. Jogaram cerca de cem bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Havia muitos jovens na manifestação. O povo palestino tem de viver com dignidade e liberdade. Temos de condenar a opressão de Israel ao povo palestino”, analisa Herbert.

Com informações: CSP-Conlutas e Sindmetalsjc