29 de outubro de 2015

Passeata percorre bairro do Colonial, na zona sul de São José, e diz não à reorganização das escolas de Alckmin

29/10/2015 - Nesta quarta-feira, dia 28, a Secretaria de Educação de SP, divulgou o número de escolas que serão fechadas em todo o estado: 94 escolas, sendo 8 na região do Vale do Paraíba. Porém, estima-se que a lista poderá ser ainda maior, sem contar outras centenas de escolas que serão afetadas de outras formas, com fechamento de turnos noturnos, transferência de milhões de alunos e superlotação de salas.

É por isso que aumenta a mobilização para barrar a reorganização escolar que o governo Alckmin quer fazer. O governador tucano, inclusive, tem sido cada vez mais alvo de protestos, até mesmo em eventos públicos em que participa.

Ontem, São José assistiu mais um protesto de pais, alunos e professores. Os manifestantes se concentraram na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Colonial, na zona sul, e saíram em passeata pelas ruas locais. Foram até a escola Moabe Cury, que será alvo de mudanças.

A manifestação partiu dos próprios pais e alunos de escolas da região que estão indignados com a medida do governo. Tiveram representação no protesto, alunos, pais e professores de escolas como Moabe Cury, Márcia Helena, Maria Luiza, Lourdes Maria, Miguel Naked e Malba Tereza.

O ato contou com o apoio da Oposição Alternativa da Apeoesp, Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel), CSP-Conlutas, Sindicato dos Metalúrgicos de SJCampos, Admap e PSTU.

Foi a segunda manifestação em menos quinze dias na cidade. No dia 15 de outubro, uma passeata percorreu o centro da cidade e foi até a Faap (Fundação Armando Álvares Penteado). Alckmin, que faria uma palestra no local, desistiu e cancelou sua participação diante do protesto de estudantes e professores.

“O governo está acuado diante dos protestos e tenta dizer que os motivos são pedagógicos, que as escolas serão reaproveitadas, mas é mentira. Não é a primeira vez que o governo Alckmin ataca a educação. O que querem é cortar recursos da área, fechar escolas e demitir professores, em nome do ajuste fiscal, o mesmo que Dilma também está fazendo, com ataques à educação”, explica a professora Cleusa Trindade.

Ao final do ato no Colonial, o professor Edinoel Carvalho, parabenizou os pais e estudantes quer participaram da manifestação e avisou: “a mobilização precisa continuar para que o governo recue dessa medida prejudicial ao ensino e aprenda a respeitar os professores, os alunos e a população”.