27 de outubro de 2015

#AlckminNãoFecheMinhaEscola: Professores, pais e alunos programam novo protesto em São José nesta quarta

27/10/2015 - A reorganização das escolas estaduais por ciclo de ensino, proposta pelo governo Alckmin (PSDB), será alvo de mais um protesto em São José dos Campos. Professores, pais e alunos organizam um ato, nesta quarta-feira, dia 28, às 16 horas, na região sul da cidade.
A concentração será a partir das 15h, na igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Campo dos Alemães.

A manifestação, que está sendo organizada por professores da Oposição Alternativa da Apeoesp e estudantes da Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre), deve reunir a comunidade escolar de bairros como Campo dos Alemães, Colonial, Morumbi e Ehma, envolvendo alunos de escolas como Miguel Naked, Moabe Cury, Candelária e Márcia Helena.

Pela manhã, alunos percorrerão o bairro passando um abaixo-assinado.

Medida prejudicial
A mudança que Alckmin pretende fazer nas escolas, reorganizando-as por ciclo de ensino, vai afetar profundamente a vida da classe trabalhadora.

Haverá consequências como demissões de professores e funcionários, fechamento de escolas, encerramento do período noturno, superlotação de salas, aumento do custo com transporte, mais dificuldades para os alunos transferidos chegaram à escola, entre outros, prejuízos.

“Escolas como a Moabe Cury, por exemplo, correm o risco de fechar, enquanto outras, como Márcia Helena, que irá receber os alunos do Moabe, ficarão ainda mais lotadas de alunos, dificultando a aprendizagem”, explica a professora Cleusa Trindade.

O governo Alckmin alega supostos benefícios pedagógicos, mas na realidade, o que o governo tucano quer é, a exemplo do que está fazendo o governo Dilma, cortar recursos da Educação para garantir o pagamento da Dívida Pública a banqueiros.

A proposta de “desorganização” das escolas tem tido forte repúdio e reação em todo o estado, por parte de professores, pais e alunos, com a realização de várias manifestações em diversas cidades.

Em São José, no último dia 15 de outubro, o ato realizado pela Oposição Alternativa e Anel, reuniu cerca de 150 pessoas. Em passeata, professores, pais e alunos foram até a Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), onde Alckmin faria uma palestra. Acuado, o governador tucano cancelou a atividade e abandonou o local.

É preciso intensificar a mobilização contra esse projeto de Alckmin e por o governador tucano “para correr” como aconteceu no dia 15 em São José, assim como derrotar o ajuste fiscal do governo Dilma, que também está tirando recursos da educação para garantir o superávit primário e os lucros dos banqueiros.