3 de fevereiro de 2015

Ano letivo começa com ataques: Alckmin fecha centenas de salas de aula e demite professores

3/2/2015 - Não é só o governo Dilma (PT) que iniciou o ano com um “saco de maldades” contra os trabalhadores. O governo Alckmin (PSDB) também começou 2015 com graves ataques a alunos e professores. Neste início de ano letivo, pelo menos 1.000 salas de aula foram fechadas em todo o Estado.

Em São José dos Campos, cerca de 100 salas foram fechadas, segundo levantamento da Oposição Alternativa da Apeoesp.

Um dos exemplos é a escola estadual Estevão Ferri, uma das maiores de São José, onde seis salas foram fechadas. Na escola Maria Luiza Medeiros, cinco salas deixaram de funcionar e na escola Ayr Picansso, todas as turmas noturnas deixaram de existir.

O resultado dessa política de cortes do governo tucano são salas superlotadas e professores desempregados. Em alguns casos, o número de alunos por sala pode chegar até a 50 alunos, o que indiscutivelmente piora ainda mais a qualidade de ensino e as condições de trabalho do professor.

Uma resolução de 2008 do Estado recomenda que as salas tenham, no máximo, 40 alunos nas classes de ensino médio. Nas de ensino fundamental, o máximo recomendado é de 35 estudantes. O que já são números altos.

O fechamento das salas agrava a situação de desemprego de professores, que já têm sido penalizados com a precarização das condições de trabalho, com mecanismos como a “duzentena”, em que os professores temporários são obrigados a ficar 200 dias fora da rede após o fim do contrato. De acordo com a Apeoesp, a medida resultou em 21 mil professores temporários demitidos.

Segundo a professora e conselheira pela Oposição Alternativa da Apeoesp Cleuza Trindade a educação publica está cada vez mais sucateada em consequência dos cortes de verbas. “O governo Dilma fala em Pátria Educadora, mas os cortes anunciados no Orçamento atingem principalmente a Educação em mais de R$ 7 bilhões. Alckmin também cortou mais de R$ 800 milhões. Tudo para economizar e pagar os juros da dívida a banqueiros”, denunciou.

Para a professora o caminho é a luta contra os ataques dos governos e em defesa de uma educação pública e de qualidade. “No último dia 29, realizamos uma manifestação que reuniu cerca de 5 mil professores e aprovou um calendário de luta, com indicativo de greve no mês de março. É preciso construir a mobilização da categoria, pois só assim podemos enfrentar os ataques dos governos”, afirmou.

Leia mais: Descaso com a escola pública, artigo de Marcileni Alves

Assista também entrevista concedida pelas professoras Cleusa Trindade e Marcileni Alvez à web rádio CT do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Ciência e Tecnologia