7 de janeiro de 2015

Ativistas convocam reunião para organizar mobilização contra aumento da passagem em São José

7/1/2015 - Na onda de reajustes da passagem de ônibus em várias cidades do país, as três empresas de transporte coletivo de São José dos Campos também já encaminharam seus pedidos de aumento à Prefeitura. Se depender dos empresários do setor, a tarifa pode ser reajustada em até 26,3% e aumentar dos atuais R$ 3 para R$ 3,79.

A Expresso Maringá foi a operadora que pediu a tarifa mais alta, de R$ 3,79. A Saens Peña solicita uma tarifa de R$ 3,69 e a CS Brasil, no valor de R$ 3,62.

Se o pedido das empresas for aceito (o que elas esperam ainda neste mês de janeiro), a tarifa de São José será uma das mais caras do país, maior que a de São Paulo, que esta semana passou a custar R$ 3,50.

#Vemprarua
Ativistas e estudantes da cidade já começaram a ser organizar para barrar qualquer aumento. Uma reunião está sendo convocada para o próximo domingo, dia 11, às 16h, no Parque Santos Dumont. O objetivo do encontro é discutir a ameaça de reajuste e começar a organizar a mobilização para impedir o aumento da tarifa na cidade.

Em São Paulo, um ato está sendo convocado para a próxima sexta-feira, dia 9. Em 2013, o aumento abusivo das tarifas de ônibus pelo país foi o estopim para manifestações massivas em várias capitais e cidades, levando milhões de pessoas às ruas.

Em São José, a mobilização conseguiu reduzir a passagem que inicialmente havia sido reajustada de R$ 2,80 para R$ 3,30. Em junho de 2013, Carlinhos de Almeida recuou e reduziu o aumento para R$ 3,20 e depois para os atuais R$ 3,00.

Serviço continua ruim e caro
Como sempre, as empresas vêm com a choradeira de que “estão no vermelho”. Para chegar aos valores, dizem considerar fatores como o salário dos motoristas, o preço do diesel e a inflação do período, além de outros itens como passageiros transportados, quilometragem mensal, frota e outros.
Só não falam das isenções e benefícios que tiveram no último período, depois que a passagem foi reduzida após os protestos de junho de 2013.

Na época, para baixar a tarifa a R$ 3, Carlinhos reduziu a alíquota do ISS (Imposto Sobre Serviços) das empresas de 3% para 2%. Em abril do ano passado, ele reduziu a cobrança do ISS a zero até 2016. Além disso, também isentou as empresas de pagar IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) das garagens e autorizou as operadoras a comercializar publicidade nos ônibus.

Como sempre, as planilhas de custos são caixas de pandora onde nada é muito claro. O que é claro para os trabalhadores e a população é a tarifa cara e o serviço ruim prestado pelas empresas. O caminho é lutar contra esses aumentos abusivos, bem como por medidas como o passe livre, a tarifa zero e a municipalização do transporte para garantir um serviço público e de qualidade”, afirma Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal.

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