2 de março de 2017

Fórum de Lutas do Vale do Paraíba prepara mobilizações contra reforma da Previdência

2/3/2017 - A nefasta reforma da Previdência que está sendo proposta pelo governo Temer só poderá ser barrada com a mobilização da classe trabalhadora e, cientes desse fato, sindicatos de várias categorias de São José dos Campos e região estão programando atividades e protestos para os próximos dias.

Reunidos no Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, sindicatos de categorias como metalúrgicos, químicos, alimentação, Correios, petroleiros, vidreiros, aposentados, professores, servidores municipais, entre outros, além de movimentos sociais e de luta contra a opressão, estão organizando a luta contra as reformas do governo e preparam mobilizações para os próximos dias 8 e 15 de março, se incorporando ao calendário unificado já definido pelas centrais sindicais brasileiras.

8 de março de protestos e paralisações
No próximo dia 8 de março, em todo o mundo, mulheres sairão às ruas para marcar o Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora. Mas esse ano a data acontecerá em uma situação diferenciada.

Em consonância com as várias lutas que as mulheres em várias partes do mundo têm protagonizado, como a luta das mulheres norte-americanas contra Trump, as argentinas que criaram o movimento “Ni una a menos” contra o feminicídio ou as brasileiras contra a cultura do estupro, este ano, ativistas de 30 países estão convocando uma greve internacional de mulheres.

Vamos às ruas exigir o fim da violência machista contra as mulheres e também em defesa dos direitos. Aqui no Brasil, como não podia deixar de ser, a luta contra as reformas da previdência e trabalhista estará na ordem do dia.

O Fórum de Lutas já aprovou a participação nas atividades que estão sendo organizadas pelo MML (Movimento Mulheres em Luta) juntamente com outros movimentos e coletivos de mulheres.
Haverá assembleias e paralisações em fábricas da região, bem como um ato no centro de São José na quarta-feira, dia 8, às 17h, na Praça Afonso Pena.

15 de março, dia nacional de luta
Já no dia 15 de março, a proposta é realizar um forte dia de paralisações e protestos. A data definida de forma unificada pelas centrais sindicais será um dia de luta nacional contra a reforma da Previdência e promete agitar o país. Mobilizações em fábricas da região e um ato unificado estão sendo programados.

“Nossa expectativa é que sejam dois dias de forte mobilização. Os trabalhadores estão cada dia mais conscientes de que a reforma da Previdência, bem como a reforma Trabalhista são duros ataques aos direitos. A insatisfação é muito grande”, avalia o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, Antônio Macapá.

Ampliar a campanha
Macapá avalia que as duas datas vão fortalecer a luta contra as reformas. “A definição do dia 15 como um dia unificado de manifestações pelo país foi um avanço. Mas como já vem defendendo a CSP-Conlutas, é preciso intensificar a luta rumo a uma Greve Geral. Os trabalhadores precisam parar esse país. Só assim podemos derrotar as reformas e esse governo e Congresso corruptos”, disse.

O Fórum definiu uma forte campanha para informar os trabalhadores e a população sobre a grave ameaça e perda de direitos que as reformas significam.  O Sindicato dos Metalúrgicos, por exemplo, está produzindo vários vídeos de 1 minuto que, de forma simples e didática, explicam o verdadeiro desmonte da Previdência que a reforma de Temer representa.



Os sindicatos preparam também a divulgação de propaganda nas rádios, distribuição de jornais e no dia 17 de março uma audiência pública para debater a reforma. Deputados federais que são da região também estão sendo cobrados para que votem contra a reforma da Previdência.

Em Jacareí, sindicatos e movimentos formaram um Comitê Municipal de Luta contra a Reforma da Previdência. Uma palestra reuniu cerca de 150 pessoas na Câmara da cidade no dia 17 de fevereiro e também organiza novas ações.

“Precisamos ampliar e massificar o máximo a campanha contra as reformas de Temer, bem como organizar e intensificar as mobilizações. É preciso criar fóruns de luta, comitês contra a reforma, enfim, tomar todas as iniciativas para unificar todos que queiram barrar essas reformas. O PSTU e sua militância irá somar todas as forças nesse sentido”, afirma o presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira.