16 de fevereiro de 2016

Todo apoio à ocupação dos trabalhadores da Mabe! Não às demissões!

16/2/2016 - O PSTU declara total apoio e solidariedade aos trabalhadores da Mabe de Campinas e Hortolândia, que desde segunda-feira, dia 15, ocuparam as duas unidades da empresa após o decreto de falência e o anúncio de quase 2 mil demissões.

Os trabalhadores estavam acampados em frente às unidades da Mabe, desde o dia 22 de dezembro. A multinacional mexicana não paga salários há três meses e também não depositou parte do 13° salário. Muitos trabalhadores estão sobrevivendo com a ajuda de amigos e familiares.

A empresa, que produzia fogões e geladeiras das marcas Dako e Continental, alegou que a situação econômica atual do país e a falta de dinheiro levaram à falência e disse que não pretende pagar a rescisão trabalhista dos demitidos.

A luta é o caminho!
O fechamento das unidades da Mabe é mais um capítulo da crise no país que está atingindo fortemente os trabalhadores.

Essa semana, a Ford suspendeu temporariamente o contrato de 1,8 mil funcionários na fábrica de Camaçari (BA). O grupo vai ficar em lay-off por cinco meses a partir do dia 14 de março.

No final de janeiro, o IBGE divulgou os números mais recentes do desemprego no país, que revelam o avanço assustador do número de desempregados. O Brasil fechou o mês de dezembro com o desemprego em 6,9%, o índice mais elevado desde dezembro de 2007. Pela Pnad Contínua, outro índice do IBGE mais amplo que o PME (que abrange apenas as regiões metropolitanas), o ano passado fechou com 8,4%.

Este é o impacto da política econômica do governo Dilma (PT) que está jogando a crise sobre os trabalhadores. Apesar de nos últimos anos ter repassado fartamente dinheiro público em forma de isenções e incentivos às empresas, inclusive da linha branca como a Mabe, agora as empresas demitem e o governo nada faz. A Mabe, inclusive, é uma das várias empresas que recebeu empréstimos a juros baixos do BNDES para ampliação e modernização de suas instalações, que nunca pagou.

“A ocupação dos trabalhadores da Mabe é um exemplo a ser seguido pela classe trabalhadora em todo o país. Só com luta podemos impedir que governo e patrões joguem a crise em nossas costas”, afirma o presidente do PSTU Toninho Ferreira.

“Dilma e até mesmo Alckmin podem e devem expropriar as duas unidades da Mabe, sem indenização, para recolocá-las em produção sob o controle dos trabalhadores, que já demonstraram disposição para isso. Devem ainda confiscar os bens dos proprietários para garantir o pagamento dos salários atrasados, 13º e da PLR”, afirma Toninho.

Todo apoio à ocupação da Mabe de Campinas e Hortolândia pelos trabalhadores!

Chega de demissões!

Dilma e Alckmin: estatizem a Mabe, sem indenização e sob controle dos trabalhadores!