19 de novembro de 2015

Artigo: "Por mais empregos e direitos, é hora de cobrar GM e Embraer"

19/11/2015 - Por Antônio Ferreira de Barros, o Macapá

O combate à crise econômica que abala o país exige uma operação de guerra contra o desemprego - e não contra a classe trabalhadora, como está acontecendo. O que temos visto são medidas de proteção aos banqueiros e grandes empresários, que em nenhum momento garantiram o emprego dos trabalhadores.

O governo Dilma Rousseff abriu mão de R$ 342 bilhões em redução de impostos, entre os anos de 2010 e 2015, em que as maiores beneficiadas foram as empresas, segundo a Receita Federal. Enquanto isso, os trabalhadores são obrigados a apertar os cintos e engolir o ajuste fiscal.

Apesar da evidente urgência, a presidente Dilma (PT), o Congresso Nacional e os partidos de oposição de direita, como o PSDB e PMDB, não se mexeram para garantir estabilidade no emprego aos trabalhadores e acabar com as demissões no país.

Em São José dos Campos, a General Motors tem de ser cobrada pelo poder público e população sobre o cumprimento de acordo que prevê investimentos de R$ 2,5 bilhões na cidade e a contratação de 2,5 mil trabalhadores.

A Embraer está desnacionalizando sua produção, ao transferir os jatos Legacy e Phenom para os Estados Unidos. O cargueiro KC 390 está gerando milhares de empregos fora do Brasil. Essa política da empresa, se não for barrada, levará a milhares de demissões em São José. Vale ressaltar que a desnacionalização é financiada com dinheiro público, via BNDES.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos convoca toda sociedade para lutar contra a desnacionalização e em defesa dos empregos.
Por tudo isso, qualquer Agenda Positiva deve incluir severas cobranças ao governo federal e ao empresariado. Infelizmente, o que se viu no fórum de discussões da Agenda foram os empresários pedindo ainda mais incentivos.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas, não assina a Agenda Positiva criada pelo Gedesp (Grupo de Estudos do Desenvolvimento Econômico e Social), mas não se furta ao debate.

Para nós, positivo seria criar medidas de proteção ao emprego e aos direitos da classe trabalhadora. Chega de privilégios para os patrões!







Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e militante do PSTU