1 de abril de 2015

Não às demissões na Ford de Taubaté! Pela reintegração dos 137 demitidos!

1/4/2015 - Na terça-feira, dia 31 de março, a multinacional americana Ford demitiu 137 trabalhadores da fábrica de Taubaté. Os metalúrgicos estavam afastados em layoff (contratos de trabalho suspensos temporariamente) há oito meses e estavam fazendo cursos no Senai.

As demissões ocorreram depois de o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, filiado à CUT, ter aceitado um acordo garantindo estabilidade aos trabalhadores da fábrica e excluindo os que estavam em lay-off.

Os operários foram comunicados da demissão enquanto estavam no curso do Senai. Indignados, os trabalhadores fizeram um protesto em frente ao prédio do Senai, que travou o trânsito no centro de Taubaté. Logo depois foram em passeata até a Ford, onde fizeram um protesto no portão da fábrica.

Quando os metalúrgicos do segundo turno da fábrica chegaram para trabalhar e foram recepcionados pelos companheiros demitidos, em solidariedade decidiram não trabalhar. Nesta quarta-feira, dia 1°, os funcionários do primeiro turno também aderiram e a fábrica segue parada.

Os operários estão acampados em frente da portaria da Ford e exigem reintegração imediata. Toda a mobilização dos metalúrgicos da Ford ocorre sem o apoio do sindicato ligado à CUT.

Desde o ano passado, a Ford já demitiu 640 trabalhadores por meio de PDV (Plano de Demissão Voluntária) e as demissões desta terça-feira.

As empresas montadoras de carros lucraram muito nos últimos anos com isenção do IPI concedida pelo governo Dilma, bem como outros incentivos fiscais. É hora de exigir do governo que garanta estabilidade no emprego a todos os trabalhadores brasileiros ameaçados pela ganância das empresas.

Os metalúrgicos da Ford devem seguir o exemplo dos companheiros da Volks de São Bernardo do Campo e da GM de São José dos Campos. Somente a greve e a mobilização dos trabalhadores podem garantir emprego, salário e direitos.

O movimento sindical e popular deve garantir toda solidariedade com os metalúrgicos da Ford de Taubaté. Só a união dos trabalhadores pode vencer a ganância dos patrões e o descaso do governo. Toda a solidariedade com os metalúrgicos da Ford de Taubaté! Reintegração já!

Herbert Claros e Renato Junio de Almeida – Diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos