4 de março de 2015

CSP-Conlutas fará dia de luta contra ataques do governo nesta sexta-feira


04/03/2015 - A reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas realizada neste final de semana em São Paulo, entre outras resoluções, aprovou a realização de um Dia Nacional de Lutas e Paralisações neste 6 de março, sexta-feira.


O movimento dos trabalhadores precisa dar uma resposta imediata aos ataques promovidos recentemente pelo governo Dilma Rousseff (PT). Diante da crise econômica que se agrava, os trabalhadores são os primeiros a sofrer as consequências. As empresas já começam a demitir sem que o governo se manifeste; foi reeditado o Projeto de Lei 4330, que favorece as terceirizações, que implica em retirada de direitos dos trabalhadores; as Medidas Provisórias 664 e 665 anunciadas no início deste ano atacam benefícios fundamentais como o seguro-desemprego e o benefício das aposentadorias.  
O ato nacional convocado para o Rio de Janeiro, na mesma data, principalmente pela Fasubra e pelo Andes-SN, contra a privatização dos serviços públicos, dos hospitais universitários e contra a Ebserh, também será palco para o ato unificado que marcará este dia nacional de lutas. Haverá caravanas de todo o país nesta atividade.  
Assim, a CSP-Conlutas faz um chamado a todas suas entidades e movimentos filiados e os movimentos que querem lutar, para que organizem mobilizações nesta data. Podem ser panfletagens, assembleias, atos públicos, manifestações, passeatas e paralisações onde for possível.  
Os operários da construção civil de Belém (PA) já decidiram que paralisarão os canteiros de obras e farão uma manifestação pelas ruas da capital paraense. Os operários da construção civil de Fortaleza (CE) também farão paralisações e, no fim da tarde, diversas categorias se unem às mulheres para o ato antecipado do 8 de Março – Dia Internacional de luta da Mulher; e, no interior, param as atividades os professores de Juazeiro.

Em Minas Gerais, também já estão organizando o dia 6. Na Helibras, nas metalúrgicas de São João Del Rey, Itajubá, Itaúna e Divinópolis já têm paralisações marcadas, assim como os gráficos de Alterosa; diversas categorias farão um ato naPraça Sete às 14 horas e, em seguida, às 16 horas, se juntam ao ato pelo Dia Internacional da Mulher. Em outros estados também estão sendo preparadas mobilizações para esta data.  
Resolução aprovada pela Coordenação impulsiona dia 6 de março e se distancia do movimento de direita
O aprofundamento da crise política e econômica exige uma resposta classista por parte dos trabalhadores” afirma a resolução aprovada na reunião da Coordenação defendendo a luta dos trabalhadores contra os ataques que vem sendo desferidos pelo governo Dilma Rousseff.  
As últimas semanas foram marcadas pela intensificação da crise econômica e política e por processos de mobilização dos trabalhadores, dentre eles as greves dos servidores do Paraná, dos operários da GM de São José dos Campos, de servidores de várias partes do país e ainda por mobilizações como a dos trabalhadores demitidos do Comperj e a paralisação e bloqueios de estradas realizadas pelos caminhoneiros”, resgata o documento.  
Na avaliação dos presentes, a indignação entre os trabalhadores, o povo mais pobre e os setores médios vem crescendo rapidamente. As medidas de ajuste fiscal e, sobretudo, os ataques ao seguro desemprego, PIS, pensões, combinado com o aumento da inflação e do custo de vida são elementos importantes para esse descontentamento, que se agravam com o aumento generalizado dos preços dos alimentos e das tarifas, a falta de água e possibilidade de apagão, as demissões e notícias de corrupção, principalmente na Petrobrás, com a Operação Lava Jato. As Medidas Provisórias 664 e 665 são o exemplo mais acabado, ao retirarem direitos de viúvas, desempregados, familiares de presos e doentes.  
A polarização entre o governo e a oposição de direita está cada vez mais em evidência e reafirma a necessidade política de construção de um campo de luta, independente do governo e da direita, “que se apoie nas mobilizações da classe trabalhadora, para levantar um programa e lutar em defesa do emprego e dos direitos ameaçados”, resgata a resolução aprovada pela Coordenação, ao defender o 6 de março como dia de luta em contraposição à convocação do dia 15 de março convocado pelo PSDB e a direita.  
Um chamado à unidade para construir um dia de paralisação nacional rumo à Greve Geral!
 A reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas também aprovou um chamado amplo de unidade para lutar, dirigido em especial às centrais sindicais majoritárias e demais organizações sindicais e populares do nosso país.  
A CSP-Conlutas defende que é hora de começar a preparar uma grande greve geral no país com as diversas centrais sindicais e entidades que representam os trabalhadores, os movimentos populares, os que lutam contra as opressões e a juventude.

É preciso juntar a todos! É importante construir essa luta em torno de uma plataforma unificada contra o ajuste fiscal e as reformas dos governos federal, estaduais e municipais. Isso se traduz na luta pela revogação das MP's 664 e 665, pelo arquivamento do PL 4330 das terceirizações, pelo fim das demissões e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, em defesa da Petrobrás 100% Estatal e a exigência de punição, confisco dos bens e prisão de todos os corruptos e corruptores, desde o governo FHC, contra os cortes no orçamento das verbas destinadas às áreas sociais e pela suspensão do pagamento da dívida pública aos banqueiros.  

Fonte: http://cspconlutas.org.br/