2 de setembro de 2014

PSTU pede que Justiça Eleitoral investigue doações de cartel para Alckmin e Serra (PSDB)


2/9/2014 - O PSTU entrou nesta terça-feira, dia 2, com uma representação na Justiça Eleitoral de São Paulo, em que solicita uma investigação especial sobre a doação de empresas ligadas ao cartel das obras do Metrô e da CPTM para as campanhas de José Serra, ao Senado, e para a reeleição de Geraldo Alckmin, ao Governo do Estado, ambos candidatos pelo PSDB.

A representação foi feita pelos candidatos do PSTU ao Senado, Ana Luiza Figueiredo, e a deputado federal, Toninho Ferreira.

Na representação, Toninho e Ana Luiza pedem além da abertura de investigação, que a Justiça conceda uma liminar, proibindo imediatamente que essas empresas façam doações para as campanhas em São Paulo e que os valores já doados sejam bloqueados.

As empresas estão sendo investigadas por superfaturamento das obras nos transportes de São Paulo e estão proibidas de participar de obras desta natureza em todo o Estado. Contudo, seguem financiando as campanhas dos candidatos tucanos que estavam no governo quando essas irregularidades aconteceram.

Algumas das empresas envolvidas no escândalo de corrupção chegaram a doar R$ 1,6 milhão para a campanha de Serra e R$ 5 milhões para a campanha de Alckmin, tornando-se a maior fonte de arrecadação destas campanhas.

As construtoras Queiroz Galvão, CR Almeida Engenharia e Serveng Civilsan são responsáveis por 70% das doações a Alckmin, conforme a primeira prestação de contas feita pelo candidato.

Para o PSTU, essa situação é lamentável e é só mais uma demonstração do absurdo que representa o financiamento por empresas às campanhas eleitorais. Na verdade, empresas não doam e sim fazem um “investimento”, que os políticos dos partidos que estão sempre nos governos vão retribuir posteriormente com obras superfaturadas e isenções fiscais.

Por isso, o PSTU apoia e é parte da ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a proibição deste tipo de financiamento de campanha. Seis dos onze ministros do STF já votaram contra o financiamento privado e só não vale para estas eleições, pois o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo, suspendendo temporariamente o julgamento.

Esperamos que a Justiça de São Paulo suspenda e bloqueie as doações vindas do cartel envolvido nas denúncias de corrupção das obras do Metrô e da CPTM de São Paulo, e inicie um rigoroso processo de investigação.

Abaixo a interferência do poder econômico nas eleições!

Pelo fim do financiamento privado às campanhas eleitorais!