21 de maio de 2014

Grafiteiro morto pela PM será homenageado neste domingo em São José

21/5/2014 - O grafiteiro Richard David, morto pela PM de São José dos Campos em setembro do ano passado, será homenageado no próximo domingo, dia 25. Familiares e amigos realizarão um tributo em memória do MEC, como era conhecido.

O evento será realizado a partir do meio-dia na praça próximo ao Morro do Querosene, onde Richard morou durante toda a vida. O local fica próximo à Rodoviária Nova. A programação inclui atividades como Dj's, grafite, break, Mc's  e atividade para as crianças.

Seis meses depois do assassinato do jovem, o objetivo da atividade é também protestar contra a violência policial e exigir justiça. Até hoje as investigações não avançaram e nenhum dos policiais envolvidos foi punido. O Movimento Luta Popular apoia e participa da organização desta homenagem.

Queremos celebrar a memória do MEC com um ambiente alegre e aconchegante. A atividade é aberta a toda a comunidade”, disse Danilo Firmino, do Movimento Luta Popular.

Não vamos deixar cair no esquecimento essa violência que fizeram com esse jovem. Junto com a sua família exigimos justiça. Queremos ainda que o prefeito Carlinhos, do PT, revogue a lei absurda existente em São José que criminaliza o grafite, uma cultura popular e da periferia”, afirmou Danilo.

Saiba mais
Richard Vinícius David, de 21 anos, foi assassinado pela PM no dia 23 de setembro. David fazia grafite em um muro na Vila Tatetuba, zona leste da cidade, e foi atingido com um tiro pelas costas quando ia embora. O rapaz estava acompanhado do primo.

Os policiais envolvidos chegaram a ser afastados de suas atividades operacionais, mas já voltaram às ruas. Até hoje a investigação da polícia não foi concluída.

A morte do jovem, que tinha um grande talento para o grafite e sonhava poder um dia se aperfeiçoar na área, motivou vários protestos de familiares e amigos.

No dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o Movimento Luta Popular e Quilombo Raça e Classe, filiados à CSP-Conlutas, denunciaram o genocídio que vem sendo feito nas periferias do país contra a juventude pobre e negra e lembraram da morte do grafiteiro, que faria 22 anos neste dia.


Grafites de MEC, que sonhava aperfeiçoar seu dom