24 de março de 2016

Todos à luta no dia 1° de abril: contra o governo Dilma, a oposição burguesa e o Congresso

24/3/2016 - No último dia 18, mesmo dia em que a CUT e outras organizações governistas realizavam manifestações a favor do governo, os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos realizaram uma passeata cuja faixa de abertura trazia as fotos de Dilma, Lula, Aécio, Temer, Renan e Cunha e se lia “Fora todos eles, Eleições Gerais, já”.

Diante da atual crise política e econômica do país, ao contrário de sair em defesa do governo do PT ou se somar às manifestações convocadas pela oposição burguesa, liderada pelo PSDB, o protesto dos metalúrgicos da GM foi uma manifestação independente, dos trabalhadores contra todos eles.

Esta semana, trabalhadores de outras empresas da categoria como Embraer, Blue Tech (Caçapava) e a montadora chinesa Chery (Jacareí), repetiram a manifestação para exigir “Fora Todos”.

A mobilização dos metalúrgicos de São José dos Campos e região dá um importante exemplo e mostra o caminho: a classe trabalhadora precisa construir uma mobilização classista e independente, tanto do governo, como da oposição de direita.

Afinal, nem PT, PSDB, PMDB ou esse Congresso que está aí são alternativas para os trabalhadores. Muito pelo contrário. Eles estão todos atolados em um mar de lama da corrupção e, apesar de suas disputas por poder, estão juntos para aplicar o ajuste fiscal e fazer os trabalhadores pagarem a conta da crise econômica e salvar os lucros de banqueiros e grandes empresários.

É por perceber essa realidade que, na prática, a classe trabalhadora e o povo das periferias até agora não aderiram de forma organizada e massiva aos atos, seja pró ou contra o impeachment.

Todos ao 1° de abril
No popular Dia da Mentira, 1° de abril, a CSP-Conlutas e organizações que compõe o Espaço Unidade de Ação (fórum amplo composto por entidades do movimento sindical, social e estudantil) estão convocando um dia nacional de mobilizações. Mas não será para defender Dilma e Lula, muito menos, para se somar às manifestações pelo impeachment capitaneadas por Aécio e pela oposição burguesa.

Vamos às ruas denunciar as mentiras e os ataques de todos eles: PT, PMDB, PSDB e de todo esse Congresso. Um dia de luta em defesa das pautas da classe trabalhadora.

“A saída para a atual crise do país só se dará com os trabalhadores em luta. É hora de a classe trabalhadora entrar em cena com força, e construir uma mobilização contra o governo e contra a oposição burguesa. Dilma, mas também Aécio, Cunha, Temer e Renan devem cair pelas mãos dos trabalhadores”, avalia o presidente do PSTU Toninho Ferreira.

O PSTU irá se somar as manifestações do dia 1° de abril. “Vamos às ruas exigir que se vá todos eles, eleições gerais já sob novas regras, prisão de todos os corruptos e corruptores, e também o fim das demissões, a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários, a suspensão do pagamento da dívida aos banqueiros para que haja dinheiro para saúde, educação, moradia, saneamento básico”, disse Toninho.

“Acima de tudo, sabemos que só a classe trabalhadora, nas ruas e nas lutas, pode construir um novo governo, socialista, dos trabalhadores, apoiado em Conselhos Populares”.