3 de junho de 2014

Sindicatos e movimentos da região preparam caravana ao ato contra as injustiças da Copa, no próximo dia 12


3/6/2014 - Em reunião no último dia 31, sindicatos de trabalhadores da região, movimentos populares e estudantis, que integram o Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, definiram a participação no Ato “Na Copa vai ter luta”, que acontecerá em São Paulo, no próximo dia 12 de junho.

Sindicatos de várias categorias e movimentos enviarão ativistas para o protesto, como metalúrgicos, petroleiros, alimentação, Correios, servidores públicos, técnicos de radiologia, aposentados, oposições sindicais de condutores e de químicos, movimentos populares como o Movimento Mulheres em Luta, Quilombo Raça e Classe, Luta Popular e da juventude como a Anel (estudantes) e o Muda (Movimento Urbano de Debate e Ação).

No dia da abertura da Copa do Mundo, a previsão é que sejam enviados cerca de 10 ônibus para a manifestação que faz parte de um dia nacional de lutas contra as injustiças da Copa, a exemplo do que foi o dia 15 de maio, que teve protestos em várias cidades brasileiras.

Na Copa vai ter luta 
Cresce o número de brasileiros contrários e insatisfeitos com a realização do megaevento no país. Levantamento do Ibope Inteligência, realizado em maio, apontou que 42% da população brasileira é contra o torneio no país e 51% a favor. Em fevereiro, 58% eram a favor e 38%, contra.

Na pesquisa divulgada nesta terça-feira, dia 3, os entrevistados associaram à Copa do Mundo mais sentimentos negativos do que positivos.

Os sentimentos negativos mais citados foram: preocupação (30% em maio versus 27% em fevereiro) e desperdício (29% versus 28%). Do lado positivo, as principais menções foram: alegria (26% versus 29%) e esperança (18% versus 20%).

Questionados sobre seu grau de envolvimento com o torneio, medidos por um termômetro, 39% afirmaram que está "frio". Desses, 18% classificaram seu interesse como "gelado". Dos 30% que apontaram as temperaturas mais "quentes" no termômetro, apenas 5% mencionaram as temperaturas "muito quente" e 7%, "fervendo". Outros 28% elegeram a temperatura morna como a mais adequada para medir seu envolvimento com a competição.

A pesquisa revela o que já se pode sentir nas ruas. Apesar de ser o país do futebol, uma paixão nacional, o clima entre os brasileiros é de indignação com os gastos exorbitantes da Copa do Mundo, enquanto a saúde, educação, moradia e transporte públicos sofrem o descaso dos governos.

Às vésperas do início do mundial de futebol, lutas e greves se espalham por várias categorias.  São vários setores em luta: rodoviários, professores, operários da construção civil, servidores federais, técnicos administrativos, metroviários, trabalhadores da saúde e estudantes.

O movimento popular também tem estado à frente de várias manifestações por moradia, contra os despejos da Copa, a violência policial, etc.

O governo Dilma destinou quase 30 bilhões de reais para o megaevento e só sabe conceder isenções de impostos à Fifa e aos empresários, mas não garante os investimentos necessários para as áreas sociais e necessidades da população”, disse Toninho Ferreira, que participou da reunião do Fórum de Lutas.

Nossas mobilizações não são contra o futebol ou contra o esporte. Mas sim para questionar os governos que abandonaram os serviços públicos e ignoram os direitos dos trabalhadores e do povo. E, pior, tratam com repressão e criminalização aqueles que lutam", explicou Toninho

"Com as mobilizações de junho aprendemos que com luta é possível mudarmos nossa realidade. Por isso, fazemos um chamado a que todos se juntem às mobilizações. É hora do povo brasileiro fazer um gol por mais saúde, educação, moradia, transporte e melhores condições de vida”, afirmou.