25 de agosto de 2015

Reunião da CSP-Conlutas aprova "Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras" para o dia 18 de setembro

25/8/2015 - Colocar os trabalhadores em campo contra o governo Dilma e seu ajuste fiscal, e contra Eduardo Cunha (PMDB), Michel Temer e Aécio Neves, do PSDB, que defendem e aplicam essa mesma política econômica.

Esse foi o sentido da principal deliberação da primeira reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas após o congresso da entidade realizado em junho. A reunião, realizada no último final de semana, contou com 300 pessoas, mais de 170 delegados de entidades de todo o país.

A central aprovou a convocação, junto às entidades que compõem o Espaço Unidade de Ação, de uma grande marcha em São Paulo no próximo dia 18 de setembro contra o governo do PT, o PMDB e a oposição de direita representada pelo PSDB, e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

"Tenta se criar uma falsa polarização entre o que foram os atos do dia 16 e os do dia 20, quando, na verdade, são faces de uma mesma moeda", afirmou Paulo Barela, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, durante o debate sobre conjuntura nacional que tomou grande parte do 1º dia de reunião.

Barela analisou o aprofundamento da crise econômica e política no último período e os ataques que o governo Dilma vem impondo à classe trabalhadora, como o duro ajuste fiscal, aumento das tarifas públicas e a seqüência em sua política privatista, como a recente venda da BR Distribuidora. Diante de um governo que aplica intensamente uma política econômica que só atende os interesses dos banqueiros e empresários, "é uma falácia dizer que a burguesia quer tirar o governo", disse Barela.

Diante desse cenário, os trabalhadores, que vem resistindo aos inúmeros ataques com fortes greves e mobilizações em todo o país, devem sair às ruas contra o governo Dilma e a falsa alternativa representada pelo PMDB ou os tucanos. A marcha próximo dia 18 responde a essa necessidade. "Sabemos que ainda somos pequenos, mas temos sim a possibilidade de nos colocar como um centro de atração àqueles que querem lutar contra o governo e os tucanos", afirmou.

Marcha e encontro
A "Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras" contra o governo Dilma, Eduardo Cunha, Temer e Aécio no dia 18 definido pela coordenação da CSP-Conlutas dá seqüência à plenária do Espaço Unidade de Ação realizada no dia 31 de julho e que aprovou uma declaração chamando à construção de um campo de luta contra a direita e o governo e que havia indicado um dia nacional de luta em setembro. Além disso, a coordenação nacional da central definiu ainda, para o dia 19, a realização de um amplo encontro de lutadores para definir os rumos dessa mobilização.

"Essa vai ser uma marcha em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras pra construir um campo alternativo aos dois pólos burgueses que disputam as atenções em nosso país, e no dia 19 nós vamos realizar um encontro nacional de lutadores que possa dar seqüência a um calendario de luta, porque a classe trabalhadora não pode ficar refém das alternativas colocadas aí", afirmou Sebastião Carlos, o Cacau, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

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