31 de outubro de 2014

Neste sábado, manifestantes vão às ruas perguntar: Alckmin, cadê a água?


31/10/2014 - O governo Alckmin (PSDB) acabou com a água em São Paulo e tudo indica que com a paciência dos paulistas também. Manifestantes programam para este sábado, dia 1°, uma manifestação no Largo do Batata, a partir das 14h, para protestar contra a grave crise hídrica no estado.

A CSP-Conlutas, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), estudantes da Assembleia Nacional de Estudantes Livre (Anel), Juntos, DCE da USP e outras diversas entidades sindicais, estudantis e populares participarão do protesto.

A falta de água já atinge, total ou parcialmente, mais de 70 municípios, como Guarulhos, Campinas, Itu, Bauru, Mauá, fora a capital paulista, e prejudica milhões de pessoas.

A participação da CSP-Conlutas foi definida na plenária realizada no último dia 23, que reuniu várias entidades e discutiu a gravidade da situação de abastecimento de água no estado.

Há relatos de cortes no fornecimento de água por mais de um dia em vários locais. A população já começou a armazenar água em baldes, galões e tonéis. Caminhões pipa já são uma realidade para muitas pessoas que têm de disputar umas com as outras para conseguir um pouco de água.

Como sempre, os mais penalizados são os bairros das periferias, a população mais pobre.


Os protestos começam a se espalhar. O racionamento de água em Itu já dura quase nove meses e alguns moradores dizem que ficam até um mês sem receber uma gota nas torneiras. Já ocorreram vários protestos, com bloqueio de avenidas e barricadas de pneus com fogo.

Em São Paulo, um caso ocorrido no dia 14 de outubro chamou a atenção. O motorista de caminhão Fábio Roberto dos Santos, 37 anos, chegou ao local onde trabalha, em Diadema (Grande SP), abasteceu o caminhão-pipa, mas não o levou para atender as demandas da empresa como de costume.

Sem pedir autorização, ele dirigiu até o Jardim Novo Pantanal (Zona Sul de SP), onde mora, e distribuiu 16 mil litros d’água para cerca de 800 pessoas. O bairro estava sem água havia quatro dias.
Uma emocionante demonstração de solidariedade dos trabalhadores e do povo pobre.

“Alckmin ainda tem a cara de pau de continuar negando a gravidade da crise de falta d´água e que a população já está sofrendo com o racionamento. Só com mobilização vamos pressionar os governantes e exigir a solução para essa situação”, afirma Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos e 1° suplente de deputado federal.



Vídeo da Anel denuncia falta de água e convoca ato