30 de janeiro de 2014

Cara de pau: empresas de ônibus de São José preparam pedido de aumento da tarifa

30/01/2014 - Já começou a pressão das empresas de ônibus em várias cidades do país para que as prefeituras autorizem o aumento da tarifa. Em São José dos Campos, segundo o jornal O Vale, representantes das empresas já estão se reunindo com o prefeito Carlinhos Almeida (PT).

A tarifa poderia chegar até R$ 3,53, sendo aplicado o mesmo reajuste solicitado no ano passado, de 17,86%, segundo apurou a reportagem do jornal.

Em 2013, o governo Carlinhos chegou a autorizar esse índice de reajuste no dia 11 de fevereiro, passando a tarifa de R$ 2,80 para R$ 3,30.

Porém, com a intensificação das manifestações pelo país contra o reajuste das passagens de ônibus, em 15 de junho, Carlinhos foi obrigado a fazer o primeiro recuo, reduzindo a passagem para R$ 3,20. No dia 20 de junho, novamente o governo petista teve de reduzir a tarifa para R$ 3.

A ofensiva dos empresários do setor em várias cidades começa a gerar protestos como em 2013. Em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Maceió já estão ocorrendo manifestações para impedir o reajuste da tarifa.

Em Porto Alegre, o Bloco de Luta pelo Transporte Público tem chamado protestos mesmo antes das empresas apresentarem o pedido de reajuste, a exemplo do que fizeram no ano passado. No último dia 22, a manifestação levou, pelo menos, duas mil pessoas às ruas da capital gaúcha. Na cidade, os trabalhadores rodoviários também estão em greve.

No Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes (PMDB) autorizou o reajuste de 9% na passagem, que passará de R$ 2,75 para R$ 3 a partir de fevereiro, as manifestações exigem o congelamento da tarifa. O Fórum de Lutas Contra o  Aumento da Passagem já convoca protesto para o dia 13 de fevereiro. Em Maceió, a discussão foi parar na Justiça.

Se o prefeito Carlinhos já está planejando atender ao pedido dos barões do transporte, isso demonstra que ele não aprendeu nada em 2013. Se a tarifa aumentar, vamos voltar às ruas”, afirma Edgar Fogaça, da juventude do PSTU.

O momento é de união contra o aumento da tarifa, bem como contra as péssimas condições dos serviços públicos na cidade, contra a criminalização dos movimentos e lutadores, pelo fim da PM e contra os desmandos da Copa da FIFA! São várias as pautas que nos unem. Portanto, é preciso reunir forças com todos os movimentos, lutadores e organizações em uma frente ampla que irá cobrar nas ruas o congelamento da tarifa”, disse.