6 de dezembro de 2017

Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

6/12/2017 - Em mais uma demonstração da disposição de luta dos trabalhadores, esta terça feira, 5 de dezembro, foi mais um dia de importantes mobilizações pelo país. Assembleias e atrasos na entrada dos turnos de fábricas, protestos e trancamento de rodovias e atos públicos ocorreram nas capitais e em várias cidades de norte a sul do país, contra a Reforma da Previdência, o governo Temer e o Congresso de corruptos.

O forte dia de manifestações ocorreu apesar da traição das cúpulas das maiores centrais sindicais que, na semana passada, novamente desmarcaram a Greve Nacional, que havia sido unitariamente convocada, repetindo o recuo feito em 30 de junho.

Sem ter sido consultada e com total discordância sobre o cancelamento da Greve Nacional, a CSP-Conlutas manteve o caráter de dia nacional de paralisações e protestos e orientou suas entidades filiadas a realizarem o maior número de ações neste dia. Mas mesmo na base das outras centrais, como da CUT e Força Sindical, houve rebelião da base e diversos sindicatos e direções estaduais também decidiram manter o caráter de dia nacional de mobilizações.

Em estados como Sergipe e Maranhão houve paralisação no transporte, bancos e comércio, além de mobilizações em locais de trabalho, que praticamente conferiram um clima de esquenta de Greve Geral.

Pelo país, mobilizaram-se trabalhadores de diversas categorias, como metalúrgicos, operários da construção civil, rodoviários, professores, servidores públicos, petroleiros (que se mobilizaram em todas as bases), bancários, comerciários, entre outros.

As mobilizações tiveram início nas primeiras horas do dia, ainda de madrugada, com assembleias em fábricas, e trancamentos de rodovias. Ao longo do dia, ocorreram atos e passeatas em várias cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Maranhão, Ceará, Natal, Piauí, Pará, Paraíba, Amazonas, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Manifestação em São Luis (MA)


Manifestação no Rio de Janeiro




Em São José teve mobilização nas fábricas e manifestação
Em São José dos Campos, metalúrgicos realizaram assembleias e passeata.  Trabalhadores da GM, Parker Filtros, Friuli e Panasonic repudiaram em assembleia a reforma do governo Temer que, na prática, vai acabar com o direito à aposentadoria para milhares de trabalhadores.








Também houve assembleias de outras categorias, com protestos dos petroleiros na Revap (Petrobras) e químicos na Johnson & Johnson. Em Jacareí, os trabalhadores do setor de alimentação também se manifestaram na Ambev.



Ainda na parte da manhã, por volta das 10h, manifestantes começaram a se reunir na Praça Afonso Pena. Com faixas e palavras de ordem, convocaram a população a se juntar contra os ataques do governo.

Cerca de 200 representantes de 13 sindicatos, entre eles metalúrgicos, professores, químicos, servidores públicos, bancários e trabalhadores dos Correios, estiveram no ato que também contou com a participação dos partidos PSTU e PSOL, além de aposentados e moradores do conjunto habitacional Pinheirinho dos Palmares e da ocupação Dirceu Travesso.

“Os trabalhadores seguem dando demonstrações de que estão indignados e têm disposição para lutar e defender seus direitos. São as cúpulas das centrais sindicais, como a Força Sindical, ligada ao governo corrupto de Temer, ou a CUT e a CTB, braços sindicais do petismo que preferem que o governo faça o serviço sujo agora para facilitar a eleição de Lula em 2018, que estão travando a realização de uma nova Greve Geral”, avalia o presidente do PSTU de São José dos Campos Toninho Ferreira.

“O corrupto governo de Temer fará de tudo para aprovar esta reforma da Previdência tão exigida pelos banqueiros e empresários. Já está demonstrado que desse Congresso também não se pode esperar nada. Ou seja, na calada da noite eles podem aprovar o fim da aposentadoria dos trabalhadores. Portanto, a tarefa é organizar uma poderosa Greve Geral que enterre de vez essa reforma. O PSTU está junto com os trabalhadores e jogará todas suas forças para esse objetivo”, afirmou Toninho.

Diante da iminência de uma votação da Reforma da Previdência e se precavendo do vacilo das cúpulas das maiores centrais sindicais, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Sindicato dos Eletricitários e o Sintaema convocaram uma reunião aberta e ampliada para esta quinta-feira (7) para construir a Greve Geral. A CTB, que assinou a nota desmarcando a Greve Nacional, mas depois voltou atrás, também fez um chamado para uma nova reunião com todas as centrais na sexta (8).

Para o PSTU todas as iniciativas que, de fato, apontem para ação direta dos trabalhadores para barrar esta nefasta reforma que acaba com a aposentadoria no país são fundamentais, pois só a mobilização da nossa classe poderá barrar este ataque.