6 de abril de 2017

“A reação da classe trabalhadora abre a possibilidade de mudar a situação do país”, disse Zé Maria, durante palestra no PSTU

6/4/2017  - Na noite da quarta-feira, dia 5, a sede do PSTU em São José dos Campos ficou cheia para a palestra “Crise política, reformas e as lutas dos trabalhadores”, com o presidente nacional do partido, Zé Maria.

Os debates em torno da organização da Greve Geral marcada para o dia 28 de abril e sobre as saídas para os trabalhadores diante da crise política, econômica e social que atinge o país nortearam as discussões não só do palestrante, mas de vários trabalhadores presentes.

Zé Maria falou dos ataques que atingem a classe trabalhadora não só no Brasil, mas em todo o mundo, contextualizando que o que acontece no país é parte de uma realidade geral, em que os grandes empresários buscam sair da grande crise econômica mundial, que eclodiu em 2008, por meio de ataques às condições de vida dos trabalhadores e da maioria dos povos. Mas Zé Maria falou também que a resistência e as lutas da classe em várias partes do mundo também fazem parte dessa mesma realidade, demonstrando que há resistência.

“No Brasil, a classe em luta é a novidade mais importante na atualidade e essa reação abre a possibilidade de mudar a situação. Uma série de mobilizações que já vinham se dando há algum tempo e que  ganharam ainda mais força com as manifestações de 8 e 15 de março forçaram as centrais sindicais a marcar a greve. O que faltava era comando e agora temos a greve de 28 de abril marcada”, disse Zé Maria.


“Uma greve geral não é uma greve comum. É um grande desafio, pois não é uma greve corporativa por aumento de salário. É uma luta da classe de conjunto contra o governo, que demonstra que quem controla o país e produz a riqueza são os trabalhadores e que está em nossas mãos o poder de mudar tudo que está aí”, disse.

“Mais do que isso, nós do PSTU queremos discutir por que não aproveitar essa força que nós temos, para tomar em nossas mãos os destinos do país e construir uma nova alternativa de direção. Mas não o que o PT e alguns setores da esquerda têm a cara de pau de propor que é eleger Lula em 2018”, falou o presidente nacional do PSTU.

“Lula 2018 não é alternativa para os trabalhadores. Lula já governou e não o fez em aliança com os trabalhadores. Se aliou com banqueiros e grandes empresários e governou pra eles e vai fazer o mesmo se voltar ao poder. Tampouco, a saída é o que o PSOL e outros setores estão defendendo em criar uma frente de esquerda para disputar 2018. Não podemos enganar novamente os trabalhadores e dizer que a solução é o candidato X ou Y e que a vida do povo vai mudar pela eleição, controlada pelo poder econômico”, afirmou Zé Maria.

“O momento é construir a greve geral e acumular forças para que os trabalhadores entendam que é preciso um governo da classe, que não esteja a serviço de patrões e corrutos. Um governo baseado nas mobilizações e organizações da classe trabalhadora, que organizada em conselhos populares nos bairros, nas fábricas, decida democraticamente os rumos do país”.

Você pode conferir trechos da palestra de Zé Maria em:
https://business.facebook.com/pstusjcampos/videos/618951291628515/