7 de março de 2017

Neste dia 8 de março, em São José, Jacareí e Caçapava, trabalhadoras programam paralisações em fábricas e ato público

7/3/2017 -  Nesta quarta-feira, dia 8 de março, atendendo ao chamado de organizações feministas de mais de 30 países, que convocaram um dia mundial de greves, paralisações e protestos para marcar o Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora, movimentos de mulheres de São José dos Campos, Caçapava e Jacareí programam várias atividades em fábricas da região e atos públicos.

"Nem uma a menos, nenhum direito a menos" será o eixo das manifestações. O objetivo é realizar um forte dia de mobilização contra a violência machista e a reforma da Previdência.

Desde as primeiras horas da manhã haverá paralisações, assembleias e panfletagens em fábricas da região e, as 17 horas, um ato unificado na Praça Afonso Pena, no centro de São José dos Campos.

As atividades foram organizadas pelo MML (Movimento Mulheres em Luta) juntamente com sindicatos de várias categorias da região, como metalúrgicos, químicos, servidores municipais, aposentadas, entre outras, além de coletivos de mulheres e ativistas independentes.

"Esse chamado de greve mundial de mulheres neste 8 de março é um acontecimento sem precedentes e reflete o atual momento em que estamos assistindo a classe trabalhadora ir à luta em todo o mundo, sendo que as mulheres tem sido grandes protagonistas", avalia Janaína dos Reis, dirigente da Executiva Nacional do MML e do PSTU de São José dos Campos.

"Motivos para tomarmos as ruas não faltam. A violência machista ainda mata uma mulher a cada dez minutos no mundo e são as mulheres as mais afetadas pela crise econômica e os planos de ajuste que os governos têm aplicado", disse.

"Por isso, iremos às fábricas, às ruas, para conversar com mulheres e homens da classe trabalhadora, pois esta é uma luta contra a opressão e exploração que atingem a nossa classe de conjunto. Queremos também que as mobilizações deste dia 8 aqui no Brasil sejam uma preparação para o dia 15 de março, quando está sendo chamado um dia nacional de paralisação contra a reforma da Previdência", concluiu Janaína,