10 de fevereiro de 2017

Em São José, problemas em distribuição de kits escolares se repetem no governo de Felício (PSDB)

9/2/2017  - O novo prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth (PSDB), demonstra não ter aprendido com o escândalo na distribuição de kits escolares no governo Carlinhos (PT), ocorrido em 2014. Apesar das duras críticas e oposição feitas pelos tucanos na época, este ano, a distribuição dos materiais também foi marcado por vários problemas.

Esta semana, os kits, montados às pressas no final de semana, chegaram às 47 escolas do ensino fundamental do município incompletos. Não foram entregues, itens como caneta hidrográfica, régua, cola e tesoura. Uma das oito empresas que ganharam a licitação não cumpriu o prazo.

Mas, não foi só o atraso na entrega de alguns itens que marcaram o processo. Ironicamente, uma das oito empresas que venceram a licitação e que foi a maior fornecedora de produtos, está envolvida no escândalo dos kits de 2014.

O proprietário da Quicklog Transportes e Logística, vencedora de sete itens da licitação do material escolar de São José este ano, é réu no escândalo do governo do PT. O empresário Rafael de Barros Mischiatti, dono da Quicklog, em 2014 era sócio administrador na Comercial Center Valle, também sediada em Igaratá, que ganhou a licitação no governo de Carlinhos Almeida.

Na época, o Ministério Público apontou superfaturamento de R$ 5 milhões na aquisição dos materiais. Em dezembro do ano passado, a Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo MP e abriu processo contra 15 acusados de envolvimento na compra dos kits escolares, incluindo Carlinhos Almeida e Rafael Mischiatti.

Questionado pela entrega incompleta de materiais e por ter como uma das vencedoras da licitação um dos envolvidos no escândalo de superfaturamento, o prefeito tucano se limitou a dizer o que dizia Carlinhos: que a licitação para a compra do material escolar “foi feita de forma transparente, com o edital amplamente divulgado” e que “houve uma avaliação das empresas, que foram checadas e validadas pelo pregoeiro oficial”. Ou seja, não disse nada com nada.

“É o roto falando do esfarrapado, pois as práticas política e de governo do PT e do PSDB são semelhantes, apesar da disputa de poder entre eles . O caso dos kits em São José é apenas um exemplo, com irregularidades e incompetência”, criticou o presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira.