11 de novembro de 2016

Jornada de Lutas em São José tem manifestação no centro da cidade nesta sexta-feira

11/11/2016 - Colocando em prática a Jornada de Lutas convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais, esta sexta-feira, dia 11, desde as primeiras horas da manhã tem sido marcada por protestos, manifestações e paralisações em várias regiões do país contra os ataques que estão sendo preparados pelo governo Temer. Em São José dos Campos, várias categorias se mobilizaram.

Os trabalhadores das indústrias químicas realizaram greve e protesto em duas empresas da categoria. Na Tarket (antiga Fademac)  houve greve de 24h e na Monsanto houve atraso na entrada. Os trabalhadores também estão em campanha salarial e mandaram um recado aos patrões.

Já os condutores realizaram uma “operação tartaruga” a partir da Avenida José Longo, em que os ônibus circularam pelo centro com a velocidade reduzida e em carreata.  Os manifestantes também realizaram uma passeata que passou pela sede da Previdência Social e pela praça Afonso Pena, terminando com um protesto em frente à Prefeitura. Os protestos reuniram trabalhadores de várias categorias como químicos, condutores, servidores municipais, petroleiros, metalúrgicos e aposentados e foi organizado pelo Fórum de Lutas do Vale do Paraíba.




Todos contra Temer
Em todo o país, segundo levantamento feito pela CSP-Conlutas houve manifestações em pelo menos 10 estados e no Distrito Federal, envolvendo petroleiros, condutores, metalúrgicos, professores e docentes de escolas e universidades, estudantes, sem teto, além dos diversos segmentos do funcionalismo público paralisaram suas atividades por pelo menos algumas horas (confira cobertura completa).

A Jornada de Lutas é uma iniciativa das centrais sindicais brasileiras para barrar as reformas do governo Michel Temer (PMDB), principalmente a PEC 55, que é um ataque histórico à saúde, educação e serviços públicos em geral, a ampliação da terceirização e as reformas da Previdência e Trabalhista.

As mobilizações deste dia 11 fortalecem o calendário de lutas definido pelas centrais e são um importante ponto de partida para o dia 25 de novembro, já definido como um “Dia Nacional de Paralisação e Greves”.

“Os trabalhadores estão dando demonstrações de que estão dispostos a ir à luta, pois os ataques são muito fortes e se deixarmos vão acabar com nossos direitos. Agora, nossa próxima tarefa é realizar um dia ainda mais forte de mobilização no dia 25 e construir as condições para realizar uma forte Greve Geral no país. Só assim poderemos derrotar Temer e esse Congresso de picaretas”, afirmou o membro da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Fortaleza/CE

Natal/RN


Manifestação interdita a Rod. Amaral Peixoto, entre Macaé e Rio das Ostras