5 de abril de 2016

A cidade que queremos: aquecimento global é tema de debate no Sindicato dos Metalúrgicos nesta quinta

5/4/2016 - O aquecimento global e o impacto das mudanças climáticas em nossa região e na vida dos trabalhadores serão temas de um debate que acontece nesta quinta-feira (7), às 19h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

A atividade faz parte do ciclo de debates “A cidade que queremos”, que vem sendo promovido pela entidade.

Farão parte da mesa de debate a professora de doutorado do INPE e pesquisadora em mudanças climáticas, Mariane Mendes Coutinho, e o advogado e ambientalista socialista Denis Ometto, fundador da Ação Eco Socialista.

O objetivo é discutir a atual situação do meio ambiente no planeta e as perspectivas para o futuro. Também será discutido o impacto do ambiental de empresas como a Petrobras em nossa cidade.

A primeira atividade do ciclo, realizada em janeiro, debateu os reflexos da crise econômica na habitação popular e marcou os quatro anos da violenta desocupação do Pinheirinho. Na ocasião também foi realizada uma exposição com retratos da ocupação.

Crescimento desenfreado
Um estudo publicado em março deste ano apontou que as emissões de carbono atingiram o maior patamar dos últimos 66 milhões de anos. Desde o começo da era industrial, mais de 3 trilhões de toneladas de carbono foram lançadas na atmosfera terrestre e, anualmente, mais 10 bilhões de toneladas são acrescentadas a esse número.

Segundo o estudo da Universidade do Havaí, o uso desenfreado de combustíveis fósseis e o alto nível atual de emissões de carbono “provavelmente vão resultar em extinções generalizadas no futuro”. O crescimento desenfreado de produção e consumo, base do sistema capitalista, coloca toda a humanidade em risco.

Até mesmo metas conservadoras, como as definidas no Protocolo de Kyoto fracassaram. Em vez de reduzir em 5% a emissão dos chamados gases de efeito estufa, foi registrado um aumento global de 16,5% entre 2005 e 2012. A 15ª Conferência do Clima (COP-15), realizada em 2009, sequer fixou uma meta de redução.

“A necessidade de aumentar os lucros impõe o avanço e a destruição constante de recursos naturais, o que coloca em risco toda a humanidade. O fim dessa exploração irracional só pode ser alcançado com o fim do capitalismo”, afirma o diretor do Sindicato Vinícius Faria.

Informações: www.sindmetalsjc.org.br