22 de setembro de 2015

Não ao ajuste fiscal: Funcionários públicos e categorias em luta realizam protesto em São José nesta quarta (23)

22/9/2015 - Nesta quarta-feira, dia 23, dia de manifestação nacional dos servidores públicos que estão em greve em todo o país, haverá ato em São José dos Campos. Categorias como os auditores fiscais, servidores do INSS e funcionários dos Correios programam um ato, às 10 horas, em frente à Gerência Regional do Trabalho e Emprego.

A Gerência Regional do Trabalho fica na rua Coronel José Monteiro, 317, Centro. Além dos funcionários públicos, outras categorias em mobilização na região, a maioria em campanha salarial, estarão presentes para apoiar e unificar as lutas, como os metalúrgicos de São José dos Campos, trabalhadores das indústrias de alimentação de SJC, petroleiros de SJC e trabalhadores no comércio de minérios e derivados de petróleo de SJC.

A realização de uma manifestação nacional neste dia 23 foi definida pelo Fórum dos Servidores na semana passada, logo após o anúncio do governo Dilma de mais um corte no Orçamento da União, no total de R$ 26 bilhões, que atingirá em cheio os serviços públicos.

De acordo com o pacote, o reajuste dos servidores, que ocorreria em janeiro de 2016, será apenas em agosto de 2016. Outro ataque é a não realização de novos concursos públicos.   Os cortes representam de R$ 8,5 bilhões no bolso dos servidores (R$ 7 bilhões do reajuste e R$ 1,5 bilhões dos concursos).
A economia tem o único objetivo de pagar os juros da dívida pública, ou seja, entregar dinheiro para os banqueiros.  

Serviços sucateados
Várias categorias de servidores públicos estão em greve em todo o país. Algumas há mais de dois meses, como no INSS. O governo Dilma (PT) é o responsável por essa situação que afeta diretamente a população, pois se nega a atender as reivindicações dos trabalhadores.

No dia 27 de agosto, pelo menos, 20 categorias de servidores realizaram uma manifestação em Brasília e forçaram o governo a voltar a negociar. Diante da pressão, o governo recuou na proposta de reajuste de 21,3% parcelado em quatro anos. Propôs reajuste de 10,8% divididos em duas vezes, a primeira de 5,5% em 2016 e o restante em 2017. Na prática, a mesma proposta, que não repõe sequer a inflação.

A situação de sucateamento dos serviços públicos pode ser exemplificada com os auditores fiscais do trabalho, que estão à frente da organização do ato nesta quarta-feira.

Segundo o sindicato a categoria, hoje seriam necessários pelo menos 9.000 fiscais para manter um serviço mínimo de qualidade no país, porém há apenas 2.573 fiscais, e parte deste efetivo está se aposentando, não havendo perspectivas de concurso público.

No Vale do Paraíba, há a necessidade de se ter no mínimo 100 fiscais, porém há apenas 26 e destes muitos estão em vias de aposentadoria. Numa região, com grande número de indústrias e empresas, é uma situação totalmente insuficiente. Sem contar, a total falta de estrutura, como carros e outros.

Unificar e avançar as lutas
O governo Dilma (PT) e o Congresso, seja os partidos da base aliada governista ou a oposição chefiada pelo PSDB, já mostraram que querem jogar a conta da crise sobre os trabalhadores e o povo pobre.

Portanto, conforme decisão do Encontro Nacional de Lutadores, realizado no último dia 19 e que reuniu ativistas da CSP-Conlutas e do Espaço Unidade de Ação, o momento exige a intensificação e unificação das lutas dos trabalhadores.

O PSTU apoia a greve dos servidores públicos e demais categorias em luta e estará junto nas mobilizações contra o governo Dilma(PT), Aécio (PSDB), Temer, Renan e Cunha (PMDB) e para derrotar o ajuste fiscal.