18 de agosto de 2015

Volks também entra em greve. É hora de unificar as lutas!

18/8/2015 - Na segunda feira, dia 17, os cerca de 250 trabalhadores da Volks de Taubaté que estavam em lay-off voltaram ao trabalho.

Todos imaginavam que tudo seguiria normalmente pois a fábrica estava em reunião com o Sindicato e não havia enviado cartas no final de semana. Aparentemente, as ameaças que levaram à votação do estado de greve no último dia 12, não se confirmariam.

Essa sensação de segurança, infelizmente,  durou pouco. Na reunião, a Volks exigiu que a mesma proposta rejeitada na semana passada (dia 10) fosse colocada novamente em votação. Não houve acordo.

Ainda no 1° turno, os líderes começaram a distribuir as cartas de demissão pelas áreas. As pessoas foram sendo retiradas de seus postos com a notícia: estão demitidos!

A notícia se espalhou como um rastilho de pólvora e a indignação tomou conta. As linhas foram parando até que toda a produção foi paralisada.

Pegos de surpresa,  os trabalhadores do segundo turno foram entrando na fábrica e se concentraram na praça de eventos para evitar que mais cartas fossem entregues.

Já com os trabalhadores mobilizados, o terceiro turno nem passou da catraca e assim nesta segunda-feira, os trabalhadores da Volks deram início a mais uma greve contra demissões na região.

Até agora a empresa não informou oficialmente o número de demissões. Nesta terça-feira pela manhã, o primeiro turno foi informado que haverá uma reunião no Ministério do Trabalho, amanhã, dia 19, às 16h. A greve continua.

Representando a CSP-Conlutas, dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, onde os trabalhadores da GM estão em greve há nove dias, foi demonstrar apoio e defender a necessidade de se unificar as lutas contra as montadoras. Da mesma maneira,  representantes do Sindicato de Taubaté (CUT) foram até a GM em solidariedade.

A greve nas duas montadoras continua até que sejam revertidas as demissões.

Está colocada a necessidade de exigir do governo uma medida provisória que garanta a estabilidade no emprego, proibindo as demissões.

A CUT deve atender ao chamado da CSP-Conlutas e mobilizar suas bases em uma luta por um acordo coletivo nacional nas montadoras, com salários e direitos iguais em todo o país.

Chega de demissões e ataques aos direitos!

Por Emília Lobato, do Vale do Paraíba