24 de junho de 2015

Ocupar as ruas contra os ataques de Dilma e do Congresso Nacional! Todos à Quinta-feira Vermelha!

24/6/2015 - Construir a unidade para lutar e a greve geral! 

É hora de tomar as ruas. O povo brasileiro está indignado com a situação do país. Os governos atendem aos interesses dos poderosos e corruptos e jogam a conta da crise nas costas dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas, sociais e democráticos estão ameaçados por um Congresso Nacional conservador e por governantes comprometidos com grandes empresários.

É preciso transformar nosso descontentamento em ação. A luta é o caminho para mudar essa situação! Nessa quinta-feira, dia 25 de junho, vamos tomar a Avenida Paulista para manifestar nossa indignação e lutar pelos nossos direitos!

Basta de desemprego, ataque aos direitos, inflação e corrupção! Que os ricos paguem pela crise!
A crise econômica chegou pra valer. O desemprego disparou e os salários estão mais baixos. Para piorar, a inflação alta corrói o poder aquisitivo das famílias. A vida não está fácil e o povo está descontente. Mas não é só. Os nossos direitos estão na mira.

O Congresso Nacional quer passar o famigerado PL das terceirizações. Já o Governo Federal, através das Medidas Provisórias 664 e 665, a restrição aos benefícios do seguro-desemprego, abono do PIS e pensão por morte. E não ficou por aí. Dilma vetou o fim do Fator Previdenciário e estabeleceu a progressão do tempo mínimo de aposentadoria a partir do fator 85/95, que pode chegar a 90/100! Ou seja, querem que o povo trabalhe até morrer.

Por sua vez, o Congresso Nacional quer reduzir a maioridade penal. Essa medida não soluciona o problema da violência, ao contrário, vai aumentar a criminalização e o encarceramento da juventude negra e pobre de nosso país.

Os deputados corruptos querem, também, aprovar uma Reforma Política antidemocrática, que, se passar, vai legalizar o financiamento privado das campanhas eleitorais e eliminar o tempo de TV e rádio, além do Fundo Partidário, de partidos da esquerda, como o PCB e o PSTU.

No estado de São Paulo, Alckmin protege os patrões e retira recursos das áreas sociais. A crise hídrica, o escândalo de corrupção no Metrô e o caos na educação pública são marcas dos governos do PSDB.

Construir a greve geral para derrubar o ajuste fiscal, preservar os empregos e defender direitos!
As pautas colocadas no manifesto que convoca o ato da “Quinta-Feira Vermelha” são importantes. Porém, infelizmente, questões fundamentais para a luta do povo trabalhador ficaram de fora da convocatória, como a luta contra as MP’s 664 e 665, o Fator 85/95 e o não pagamento da divida pública, que destinas quase metade do Orçamento da União aos banqueiros.

Algumas reivindicações da classe trabalhadora também ficaram de fora da convocação do ato. Num momento onde o desemprego aumenta rapidamente, a defesa da redução da jornada de trabalho sem redução salarial é fundamental. A CUT e a Força Sindical, por exemplo, estão defendendo a redução da jornada de trabalho com redução de salários, junto com os empresários, por meio do Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

O Brasil precisa de uma greve geral para mostrar aos corruptos, aos governos e empresários que não será o povo trabalhador que vai pagar a conta da crise econômica e da corrupção. Por isso, seria importante que a Quinta-Feira Vermelha chamasse a construção da Greve Geral, ainda mais quando as centrais sindicais, como a CUT e a CTB abandonaram essa bandeira para preservar o governo Dilma e o PT.

O manifesto, muito corretamente, fala contra a Reforma Política de Eduardo Cunha, que permite o financiamento empresarial de campanha, mas deveria se colocar também contra a cláusula de barreira, que restringe o direito democrático de organizações partidárias.

Acabar com o sectarismo para construir a unidade!
O PSTU vai participar da Quinta-Feira Vermelha. Do mesmo modo, entidades importantes, como a CSP-Conlutas, ANEL e muitos outros sindicatos, estarão presentes no ato. A unidade dos trabalhadores e do povo pobre pra lutar é fundamental nesse momento.

A CSP-Conlutas e a ANEL vêm sendo vanguarda na construção da unidade na luta. Os dias nacionais de paralisação, dia 15 de abril e 29 de maio, não teriam ocorrido sem o enorme esforço de unidade feito pela CSP-Conlutas. Nesse sentido, acreditamos que foi um grande equívoco das organizações que convocam o ato, principalmente o MTST e PSOL, não convidar para a construção coletiva da manifestação a CSP-Conlutas, a ANEL e o PSTU.

Não basta ser “amplo” e “unitário” apenas nas palavras. A prática sectária não ajuda a construir a unidade que a nossa classe tanta precisa pra lutar e vencer. Por isso, chamamos os camaradas a reverem essa posição sectária e antidemocrática.

Derrotar o governo Dilma, o Congresso Nacional, os patrões e a oposição de direita!
Na campanha eleitoral, Dilma falou que não ia mexer nos direitos dos trabalhadores “nem que a vaca tussa” e que “arrocho era coisa de tucano”. Depois de eleita, ataca duramente a classe trabalhadora e os mais pobres. Por isso, acreditamos também que as organizações de esquerda precisam assumir abertamente a luta contra o governo Dilma.

O governo federal não merece ser apoiado, ele merece ser derrotado pela mobilização dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre. Por outro lado, é uma tarefa dos trabalhadores e de suas organizações a luta contra a oposição de direita e o Congresso Nacional de picaretas. Portanto, o PSTU diz:

Greve Geral em defesa dos direitos sociais e dos empregos da classe trabalhadora!

Chega de Dilma, PT, PSDB, PMDB! Fora todos os corruptos do Congresso Nacional!

Construir na luta uma alternativa dos de baixo! Por um governo dos trabalhadores sem patrões e corruptos!

Por Toninho Ferreira, pela Direção Estadual do PSTU-SP