24 de novembro de 2014

Preconceito e morte: no Brasil, a cada hora, um homossexual sofre violência

Jovem foi agredido junto com o namorado por 15 homens no metrô de SP
24/11/2014 - No último dia 9, dois jovens foram agredidos por 15 homens em um vagão do metrô. Uma semana depois, no dia 16, Marco Souza, de 19 anos, foi assassinado a facadas em frente ao Parque do Ibirapuera. Tristemente, esses casos de ataques homofóbicos são apenas alguns exemplos da brutal realidade de violência e preconceito contra LGBTs no Brasil.

A cada hora um homossexual sofre algum tipo de violência no país. Nos últimos quatro anos, o número de denúncias ligadas à homofobia cresceu 460%.

Até outubro, os episódios de preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT) superam a marca de 6,5 mil denúncias, segundo dados do Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR). Em 2011, foram registrados 1.159 casos.

As denúncias mais relatadas são de discriminação no trabalho, assédio moral e perseguição. O número é alarmante, mas na realidade sabemos que os casos de homofobia e transfobia são subnotificados. Seja em razão da opressão, pois muitas vítimas ou suas famílias não registram os casos, ou também por causa do atendimento nas delegacias, que tendem a não notificar esse tipo de crime, colocando-os como se não tivessem motivação homofóbica ou transfóbica.

Os jovens são as principais vítimas dos atos violentos e representam 33% do total das ocorrências. A cada quatro casos de homofobia registrados no Brasil, três são com homens gays.

O fato é que de todas as mortes ocorridas no mundo por essa motivação, 40% acontecem no Brasil. Isso representa o assassinato de um LGBT por dia!

As estatísticas revelam ainda que o Brasil tem o odioso titulo de país que mais mata travestis e transexuais em todo o mundo, segundo relatório da ONG Transgeder Europe. Entre janeiro de 2008 e abril de 2013 foram 486 mortes, quatro vezes a mais que no México, segundo país com mais casos registrados.

Pela criminalização da homofobia, já!
No Brasil, não existem leis efetivas que garantam os direitos de LGBTs e as poucas que existem não funcionam na prática, pois não há empenho das autoridades.

O governo Dilma (PT) e os governos estaduais seguem sem políticas de combate efetivo à homofobia e transfobia.

Por tudo isso, se faz necessário e urgente a luta pela aprovação da lei que transforma em crime a homofobia e a transfobia no país (PLC 122/06). Exigimos do governo que essa lei seja aprovada de forma integral!

O PSTU também está nas lutas por políticas de saúde e segurança para a mulher lésbica, pelo fim da violência policial e a desmilitarização da PM, pela aprovação da lei da identidade de gênero, por políticas efetivas que tirem pessoas trans da marginalidade e políticas educacionais de combate à homofobia nas escolas.