22 de julho de 2014

As candidaturas do PSTU têm a cara da classe trabalhadora



22/7/2014 - Um levantamento feito pelo jornal O Vale e divulgado neste domingo, dia 20, mostra que na RMVale o perfil das candidaturas nestas eleições é majoritariamente composto por homens, brancos e empresários. Com maioria negra e metalúrgica, as candidaturas do PSTU são o oposto e têm a cara da classe trabalhadora.

Dos 107 candidatos na região (65 para deputado estadual e 42 para deputado federal), 85 são homens (80%), contra apenas 22 mulheres. A maioria se declarou branca, 80 no total, enquanto apenas 16 se declararam negros e 11 pardos. O perfil de classe de uma parte dos candidatos também é bem diferente do da maioria da população: sete deles se declaram milionários e 11 são empresários.

Este perfil revela que em nossa região se repete a realidade da elite política branca e rica que comanda o país. Por outro lado, as candidaturas do PSTU têm a cara da classe trabalhadora.

Dos seis candidatos do PSTU na região, quatro são metalúrgicos, sendo dois negros. Além deles, a candidata à deputada estadual Raquel de Paula, mulher, mãe, negra, trabalhadora dos Correios e militante do movimento negro, tem papel destacado em nossa campanha na região. Soma-se à ela, a candidata à vice-presidência da República, Cláudia Durans, mulher, negra, professora e também militante do movimento negro, e a candidata ao Senado, Ana Luiza Figueiredo, servidora da justiça federal.

Em todo país, nas últimas eleições, o PSTU foi o partido que apresentou o maior número de candidatas mulheres, superior inclusive ao mínimo exigido por lei, que é de 30%.

Com longa trajetória na classe operária, Toninho Ferreira foi metalúrgico da GM e Embraer. Presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região por duas vezes, e até hoje, participa das lutas da categoria, mantendo-se fiel à sua origem.

A campanha do PSTU é feita assim: por trabalhadores e trabalhadoras, negros e negras, que vivem na pele a realidade da exploração, da pobreza, da violência da periferia, da precariedade dos serviços públicos e que participam das lutas exigindo melhores salários, direitos, além de mais saúde, educação, moradia e transporte público de qualidade.

“Essas são necessidades da classe trabalhadora e só poderão ser atendidas pela ação de nós trabalhadores, homens e mulheres. Os ricos e poderosos governam o país há anos a serviço de seus próprios interesses. Por isso, nosso programa propõe uma ruptura com os empresários, banqueiros e latifundiários para promover as mudanças que o Brasil necessita”, afirma Raquel.