27 de maio de 2014

Greves começam a afetar fábricas da região. GM para 24 horas

27/5/2014 - A onda de greves que atinge várias categorias pelo país começa a chegar à região. Nesta terça-feira, dia 27, os 5.500 metalúrgicos da General Motors, de São José dos Campos, entraram em greve de 24 horas.

Os trabalhadores estão em campanha pela PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e exigiram avanço nas negociações, bem como estabilidade no emprego.

A montadora propôs uma PLR inferior à de 2012 e insiste em manter metas de produção que têm
poucas chances de serem atingidas. Na negociação, o Sindicato reivindicou uma PLR de R$ 29 mil. A empresa, entretanto, se recusou a atender a reivindicação e considerou as negociações encerradas.

A proposta da GM foi de apenas R$ 9.700 e não pode nem mesmo ser levada a sério. Isso é uma provocação que não será aceita pelos metalúrgicos. Além disso, os trabalhadores não têm segurança de que conseguirão atingir as metas de produção apresentadas pela GM”, disse o presidente o Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

O clima entre os trabalhadores é de indignação e de disposição de luta para conquistar suas reivindicações.
Nos últimos dois anos, o faturamento cresceu 74%, apesar da redução no número de funcionários. A fábrica de São José dos Campos, altamente lucrativa, deve faturar R$ 9,2 bilhões em 2014.

Três empresas do setor eletroeletrônico, Blue Tech, Sun Tech e 3C, também estão em greve pela campanha de PLR. No caso da Blue Tech, desde o último dia 22. Ao todo, são cerca de 900 trabalhadoras de braços cruzados em São José e Caçapava. Outras empresas da categoria também estão mobilizadas e podem entrar em greve a qualquer momento.


Estabilidade
Na assembleia de hoje, os trabalhadores da GM também aprovaram a exigência de que a presidente Dilma Rousseff assine uma medida provisória proibindo as montadoras de realizarem demissões.

Apesar de todos os incentivos já recebidos pelo governo, as montadoras estão se movimentando para pressionar o governo a abrir ainda mais os cofres públicos para o setor. Demissões, férias coletivas e afastamentos por lay-off estão ocorrendo em várias montadoras do país.

A GM, por exemplo, abriu um Programa de Demissão Voluntária (PDV) em todas as suas fábricas no Brasil. A montadora também havia anunciado férias coletivas no mês de junho, mas teve de cancelar diante de atrasos registrados na produção – o que comprova que não existe a crise sugerida pelo setor.

Já passou da hora da presidente Dilma enfrentar as montadoras e assinar essa medida provisória. Os trabalhadores não podem continuar perdendo seus empregos enquanto as montadoras recebem bilhões em incentivos fiscais. Por isso, nossa greve é por PLR, mas também por estabilidade no emprego”, afirma Macapá.

Assembleia no 1° turno/ Sindmetalsjc-Tanda Melo



Informações: sindmetalsjc