16 de abril de 2014

Todo apoio à greve dos Servidores da Fundação Casa de São Paulo

Protesto parou a Tamoios no dia 11
16/4/2014 - Nesta quarta-feira, dia 16, completam sete dias da greve dos Servidores da Fundação Casa (antiga Febem). Ontem, em assembleia, os trabalhadores aprovaram a continuidade da paralisação, após mais um impasse nas negociações.

Em audiência de conciliação, realizada na terça-feira, pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), ficou demonstrado, mais uma vez, que a “justiça” praticada pelo judiciário serve aos interesses dos patrões. O Tribunal manteve a proposta como estava, apresentando apenas um acordo de seguir a negociação no próprio Tribunal, desde que a paralisação fosse suspensa, mantendo-se apenas o estado de greve.

O TRT arbitrou ao Sindicato uma multa diária de R$ 100.000,00 em caso de a greve continuar e haver descumprimento do contingente de 70% trabalhando.

Com greve forte proposta do TRT foi rejeitada!
Numa assembleia sob chuva, os servidores compareceram em peso. O Sindicato defendeu a proposta do TRT, mas a categoria rejeitou.

A Oposição em Movimento – CSP Conlutas foi contundente na defesa da continuidade da greve. Os companheiros Venâncio e Emerson deixaram bem claro que não se deve suspender uma greve forte, sem haver uma proposta que contemple os interesses da categoria.

Na opinião dos companheiros, a greve deve continuar, pelo menos até o dia 23/4, quando haverá um julgamento do movimento. Esse é o único meio de fazer a proposta melhorar.

Servidores queimam as bandeiras da CUT
A indignação dos servidores com a direção do Sindicato só está aumentando. A categoria viu que o Sindicato pouco fez pela greve e nas assembleias está levando pessoas vestidas com o colete da CUT para fazer de conta que a central está apoiando o movimento. Não há carros de som para o Comando percorrer as unidades e os diretores do sindicato estão sumidos e os servidores fazem os piquetes sozinhos.

Quando o presidente do Sindicato defendeu a proposta do TRT e indicou a suspensão da greve,houve muita revolta. A direção do Sindicato não queria deixar ninguém falar e o conflito com a base foi inevitável.
Primeiro os trabalhadores arrancaram o microfone das mãos do presidente e o quebraram. Depois, arrancaram os coletes da CUT, pegaram uma bandeira da central governista e os panfletos do Sindicato, juntaram tudo e atearam fogo!

A diretoria consertou o microfone e deixou que a Oposição falasse e fizesse a proposta de continuidade da greve. A base exigiu a mudança da comissão de negociação.

Foi votada a continuidade da greve e eleita uma nova Comissão de Negociação na assembleia.

Protestos na região
Em greve desde o dia 10, os funcionários da Fundação Casa já realizaram vários protestos na região. Na sexta-feira, dia 11, paralisaram a Rodovia dos Tamoios. No dia seguinte, foi a vez da Via Dutra ser fechada por cerca de 30 minutos, na altura de Jacareí.

Segundo informações do sindicato da categoria, a paralisação ocorre em 148 unidades do complexo, com o cumprimento do efetivo mínimo determinado pelo TRT, sendo 70% para agentes socioeducativos e 50% para as demais áreas.

Os trabalhadores reivindicam piso salarial, reajuste real de 53,63%, isonomia do plano de cargos e salários e, principalmente, novas contratações e aumento da segurança nos locais de trabalho. A Fundação Casa oferece reajuste de 6,26% nos salários.


Com informações: CSP-Conlutas São Paulo