1 de novembro de 2013

Trabalhadores dos Correios fazem paralisação de 24h e enfrentam truculência da PM

01/11/2013 - Os trabalhadores dos Correios realizaram uma greve de 24h nesta sexta-feira, dia 1° de novembro, em protesto ao descumprimento de um acordo por parte da empresa.

A paralisação afetou o Centro de Tratamento de Encomendas (CTE), em São José dos Campos, e vários Centros de Distribuição Domiciliar (CDD) e agências nas principais cidades do Vale.

Apesar de violentamente reprimida pela polícia, cerca de 80% dos trabalhadores aderiram à mobilização, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Vale do Paraíba (Sintect-VP).

A Empresa de Correios e Telégrafos (ETC) descumpriu, mais uma vez, o prazo para o depósito da Progressão Salarial de Planos de Cargos, Carreiras e Salários. Determinado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), desde 1995, esta bonificação é um direito de todos os ecetistas que trabalharam no mínimo três anos na empresa, a partir de 1995. Contudo, nunca foi paga.

Em 2001, o Sintect-VP entrou com processo judicial, ganhando em última instância posteriormente. A Progressão Salarial deveria ser incorporada aos holerites em março deste ano, mas a ECT não efetuou o pagamento, alegando erros no cálculo do perito. Em audiência de conciliação ocorrida em junho, a direção dos Correios se comprometeu a efetuar os pagamentos até outubro e novamente não o fez.

Mais uma vez a violência da PM
Apesar da tranquila adesão dos trabalhadores à mobilização, mais uma vez, a Polícia Militar agiu com truculência contra o legítimo direito de greve.

A mobilização estava pacífica até a chegada da PM no CTE logo pela manhã, quando os policiais partiram pra cima dos dirigentes sindicais para arrancar uma faixa. A PM promoveu várias agressões com cassetetes.

Trabalhadores tentaram impedir a prisão dos colegas, quando um dos representantes do Sindicato foi imobilizado pelos policiais. O presidente do Sindicato, Marcílio Medeiros, e outros dois ativistas chegaram a ser presos arbitrariamente.

Apesar de tudo, a repressão só fez aumentar a mobilização. Os trabalhadores dos Correios ameaçam nova paralisação caso a empresa não cumpra o acordo.

Com informações Sintect-VP