12 de janeiro de 2015

Vai começar a resistência: dia 16 tem ato contra aumento da passagem em São José

Em São Paulo, na última sexta-feira, dia 9, manifestação reuniu mais de 10 mil pessoas contra aumento da passagem

12/1/2015 - Foi dada a largada para a luta contra o reajuste da tarifa de ônibus em São José dos Campos. Em uma reunião no último domingo, dia 11, várias entidades e militantes independentes formaram a “Frente de Luta Pelo Transporte” para impedir que o prefeito Carlinhos de Almeida (PT) aumente a passagem na cidade. Um ato foi marcado para a próxima sexta-feira, dia 16.

A mobilização está marcada às 17h, com concentração na Praça Afonso Pena, no centro. O objetivo é construir uma forte resistência desde já para barrar o aumento da tarifa que, se depender das empresas de ônibus, pode pular dos atuais R$ 3 para R$ 3,79.

As empresas já entregaram o pedido de reajuste à Prefeitura e querem a autorização para o aumento ainda no mês de janeiro.

Nenhum aumento!
Em 2013, após várias manifestações, a exemplo do que ocorreu em outras cidades do país, o prefeito Carlinhos foi obrigado a recuar do aumento da passagem de ônibus. Naquele ano, a passagem foi reajustada em pleno Carnaval de R$ 2,80 para R$ 3,30, sendo reduzida após os protestos, primeiramente para R$ 3,20 e depois para R$ 3.

Portanto, é nas ruas que os trabalhadores, estudantes e a população em geral podem barrar um novo aumento da passagem. E não falta disposição.

A reunião neste domingo, mesmo sob um forte sol e calor, reuniu no Parque Santos Dumont dezenas de trabalhadores e estudantes – de coletivos, entidades sindicais e independentes para preparar a resistência.

Nas falas, a opinião geral é de que o reajuste solicitado é abusivo e só irá prejudicar o direito de mobilidade da população pela cidade para garantir lucro dos grandes empresários do setor. Apesar de ter uma das tarifas mais caras do país, o serviço prestado à população é ruim, com poucas linhas e horários e ônibus lotados.

“Não é possível que o prefeito escolha beneficiar uma meia dúzia de empresários em detrimento da imensa maioria da população. O nosso direito ao transporte público não pode ser rifado em planilhas que as próprias empresas manipulam, sem qualquer auditoria estatal ou sem a aprovação de um conselho formado por moradores, como manda a Lei Orgânica do Município”, afirma trecho da nota divulgada pela Frente.

No mesmo dia e horário, acontece em São Paulo a segunda manifestação contra o aumento da tarifa. Na sexta-feira, dia 9, mais de 10 mil pessoas tomaram as ruas da capital paulista, numa forte manifestação contra o aumento da passagem, que pulou de R$ 3 para R$ 3,50.

Ainda na semana passada, houve manifestações no Rio de Janeiro e Recife. Manifestações também estão agendadas para outras cidades como Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Joinville (SC), Florianópolis (SC), Niterói (RJ), Osasco (SP), Guarulhos (SP), Santo André (SP) e São Bernardo do Campo (SP).

 “Através da unidade dos trabalhadores e trabalhadoras, estudantes e a população em geral, queremos construir uma grande frente e uma forte mobilização para lutar por um transporte público e de qualidade”, afirma Danilo Zanelato, da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre – Anel e da juventude do PSTU.


Leia também: 

Manifestação pacífica reúne 10 mil em São Paulo e é reprimida pela polícia

Assalto: passagens de ônibus sofrem reajuste em várias capitais



Ato em São Paulo, no último dia 9