11 de fevereiro de 2015

Toda solidariedade aos trabalhadores e o povo grego

11/2/2015 - O PSTU, a LIT-QI e Corriente Roja, organização irmã do PSTU no Estado Espanhol, se somam à solidariedade ao povo Grego.

Nós, do PSTU, chamamos também os trabalhadores, a juventude e o povo brasileiro a nos mobilizarmos em defesa do povo Grego contra a dívida, os planos da Troika e da União Europeia

Em que pese a intenção do governo Tsipras de manter o pagamento da dívida pública e negociar as condições para isso, a União Europeia (UE) e as potências europeias não estão dispostas a abrir mão do saque e da espoliação da Grécia.

Estas aves de rapina alimentam os lucros de seus bancos com a fome, os despejos e o desespero do povo grego. Enchem a boca para falar de democracia, mas não toleram um resultado eleitoral contrário a seus desejos. Pregam a igualdade entre as nações, mas tratam a Grécia como um país colonial. Na hora da verdade, a UE se mostra como o que de fato é: uma ferramenta de saque dos povos a serviço dos bancos e dos governos dos grandes países imperialistas europeus.

Nós do PSTU, da LIT-QI e de Corriente Roja achamos necessário impulsionar um movimento de resposta em toda a Europa e em todo o mundo em defesa do povo grego, de sua soberania e do direito do novo governo de definir que a prioridade é garantir pão, trabalho, teto e soberania.

O destino do povo grego não pode ficar nas mãos da UE, de suas instituições e tratados, cuja única função é garantir os lucros de seus bancos e multinacionais. Os trabalhadores e a juventude da Europa devem estar à frente da batalha contra o espólio da Grécia por parte de seus governos, que é a mesma política que aplicam aos trabalhadores nos demais países.

A suspensão imediata do pagamento da dívida por parte do governo Tsipras é a única forma de lutar por sua soberania nacional

Tsipras disse no último domingo no parlamento grego que "não negociamos nossa soberania nacional, não negociamos o mandato do povo". Mas sua proposta de se opor às condições do resgate e, ao mesmo tempo, manter-se a todo custo no Euro, não encontra acolhida em Berlim e em Paris. Nem sequer um perdão parcial da dívida, que não mudaria de forma substancial a situação do povo grego, é aceita.

A proposta de Tsipras de ampliar o prazo de resgate para seguir a negociação é um primeiro retrocesso de seu programa, e ainda por cima as potências europeias exigem a manutenção das privatizações, as demissões e as medidas de saque.

Desde a solidariedade incondicional com o povo grego, que tomou as ruas para dizer que não são uma colônia alemã, pensamos que não há forma de romper com a espiral de pobreza e submissão sem romper a subordinação aos tratados que permitem o saque do país e decretar a suspensão do pagamento da dívida e nacionalizar os bancos.

Cerquemos de solidariedade os trabalhadores e o povo grego
Desde o PSTU nos somamos aos distintos chamados que surgem em várias cidades da Europa para convocar atos de apoio aos trabalhadores e ao povo grego, e chamamos a que façamos o mesmo no Brasil. Chamamos todas as organizações políticas, sindicais, sociais e de Direitos Humanos a trabalhar para impulsionarmos concentrações e manifestações no país em apoio à Grécia. Se a Grécia ganha, ganhamos todos trabalhadores e povos oprimidos do mundo!

UE, tire as mãos da Grécia!

Pelo cancelamento da dívida da Grécia, todo apoio ao povo Grego!

Nota PSTU e Corriente Roja