5 de maio de 2016

STF afasta Cunha: já vai tarde! Fora todos eles, eleições gerais já!

5/5/2016 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, determinou na manhã desta quinta-feira, dia 5, o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), por denúncias de corrupção. A liminar determina que Cunha não pode exercer seu mandato de deputado federal e, portanto, o afasta também da presidência da Casa.

A notícia circulou como rastilho de pólvora nos noticiários da TV e, principalmente, nas redes sociais, onde é praticamente unânime o tom de comemoração. Afinal, foi afastado, um dos corruptos mais “caras de pau” dos últimos tempos, cuja rejeição entre a população bateu quase em 80%, em pesquisa do Datafolha.

Já vai tarde. Demorou quase cinco meses, desde que a Procuradoria Geral da República encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de afastamento de Cunha, que foi atendido nesta quinta.
Apesar de atolado em denúncias e provas contundentes de corrupção, trazidas à tona principalmente pela Operação Lava Jato, Cunha fez de tudo e mais um pouco nos últimos meses para fugir de um afastamento e cassação.

Na Comissão de Ética da Câmara, outro processo para cassação de Cunha tramita desde outubro, mas as manobras que o pemedebista fez até agora são incontáveis. Seus aliados defendem até uma “anistia” para livrá-lo da cassação.

A folha corrida de Cunha não traz apenas uma série de desvios de dinheiro público, cobrança de propinas e crimes afins. O deputado do PMDB é um reacionário, machista e homofóbico, que aprovou e encaminhou diversas pautas e projetos contrários aos direitos dos trabalhadores e setores oprimidos.

Portanto, o afastamento é uma importante vitória das mobilizações e da pressão popular que exigiam Fora Cunha. Mas é preciso muito mais. Cunha precisa ir para a cadeia e ter seus bens confiscados.

Além disso, a presidência da Câmara será ocupada por um de seus aliados e outro investigado na Lava Jato, o deputado Waldir Maranhão (PP). Aliás, não é só o novo presidente da Câmara que continua na mira da Lava Jato.  Renan Calheiros (PMDB) presidente do Senado também está afundado em denúncias de corrupção, assim como Michel Temer, que se prepara a todo o vapor para ocupar o lugar de Dilma. São todos farinha do mesmo saco!

A exigência do “Fora Todos Eles, Eleições Gerais já” ganha cada vez mais força.

O governo Dilma chegou ao fim. Mas Temer já negocia com os banqueiros e empresários a conformação de um novo governo que continue aplicando a mesma política de ataques que o PT não conseguiu terminar, como a reforma da Previdência, Trabalhista, privatizações, etc. É esse Congresso de corruptos que vai aprovar esses ataques.

Precisamos construir uma forte greve geral para que, através da mobilização, todos eles caiam. O PSTU defende um governo socialista dos trabalhadores, apoiado em Conselhos Populares, onde os trabalhadores e o povo pobre decidam os rumos do país. Enquanto não temos esse conselhos formados nas lutas, defendemos eleições gerais já, para que povo escolha quem deve entrar no lugar de Dilma ou Temer e dos picaretas desse Congresso Nacional.


Por Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal