13 de junho de 2014

Pela readmissão imediata dos metroviários de São Paulo

Toninho participou do ato de solidariedade aos metroviários
13/6/2014 - Os metroviários de São Paulo aprovaram uma ampla campanha nacional e internacional pela readmissão dos 42 trabalhadores desligados da empresa por terem participado da greve da categoria.

Em assembleia, no último dia 11, os trabalhadores decidiram que não iriam paralisar as atividades no dia 12, mas continuarão mobilizados. Entre os desligados, estão diretores do Sindicato (11) e delegados sindicais.

O ato contra as injustiças da Copa, realizado no dia de abertura do mundial teve, inclusive, como uma das principais bandeiras a defesa dos metroviários.

"Aqui não tem vândalo. O único vândalo é o governador Geraldo Alckmin", disse Altino Prazeres, presidente do sindicato e militante do PSTU, durante a assembleia, que também foi um ato de solidariedade aos demitidos. Altino também disse que a categoria tinha orgulho dos cinco dias de greve que realizaram.

Readmissão já!
Os metroviários realizaram uma das mais fortes greves de sua história. Com uma adesão próxima dos 100% em praticamente todos os setores, a categoria enfrentou a intransigência do governo Alckmin e a sua Justiça subserviente, além de uma campanha massiva realizada pela imprensa a fim de jogar a população contra os trabalhadores.

O governo do PSDB, porém, além de se recusar a negociar, jogou a Tropa de Choque contra os funcionários em greve e ainda determinou a demissão de 42 trabalhadores.

Quando até mesmo a direção da empresa acenava em rediscutir as demissões, Alckmin pessoalmente decidiu pela manutenção da medida arbitrária, demonstrando que se tratava de um ataque político para enfraquecer a mobilização e tornar os metroviários num exemplo às outras categorias.

A greve dos metroviários, no entanto, conseguiu aglutinar um amplo apoio, tanto de outras categorias em todo o país, como internacionalmente. Parte significativa da própria população expressou apoio aos trabalhadores em greve, condenando a repressão e a truculência do governo tucano.

É hora agora de reforçar a campanha pela readmissão dos metroviários. Essa luta não é apenas pelo emprego dos trabalhadores demitidos, mas é uma luta pela liberdade de organização e greve da classe trabalhadora.

Entre as medidas já definidas pela entidade, ainda durante a realização da Copa do Mundo, será confeccionado um adesivo em três idiomas (português, espanhol e inglês) pela readmissão. Um adesivo para carro também será elaborado.

Outra iniciativa será a redação de manifesto com a adesão de artistas, esportistas, intelectuais e várias personalidades exigindo a reintegração dos companheiros.

Clique aqui e assine o abaixo-assinado em defesa da readmissão imediata dos metroviários!



Fonte: www.pstu.org.br e www.metroviarios.org.br