26 de julho de 2016

Participe do ato em São Paulo neste dia 30 que vai marcar os 22 anos de existência do PSTU

26/7/2016 - O PSTU está completando 22 anos de existência. Para comemorar essa data, convidamos todas e todos ao ato nacional no próximo sábado, dia 30 de julho, em São Paulo. Será às 18 horas, no ginásio do Tênis Clube Paulista, na Rua Nilo 430, na Aclimação, perto do metrô Paraíso.

Ônibus sairão de São José dos Campos para o ato. Nos concentraremos na rua do Sindicato dos Metalúrgicos (Rua Maurício Diamante, 65, centro) de onde sairemos para São Paulo. Para participar, basta entrar em contato pelo telefone 3941-2845, com mensagens no facebook/pstusjcampos ou falar com um de nossos militantes.

Necessidade de uma alternativa
No dia 5 de junho de 1994, ativistas e militantes revolucionários de todo o país, junto com a Convergência Socialista, se reuniam no colégio Caetano de Campos, em São Paulo (SP), e fundavam o PSTU.

Os que fundaram o PSTU estavam corretos ao apontar que as escolhas que fez o PT o levaria à traição aberta à classe trabalhadora. A escolha do PT por governar nos limites do capitalismo, de priorizar as eleições em detrimento das lutas, de não adotar uma estratégia de revolução, mas de um capitalismo com distribuição de renda, em aliança com partidos da burguesia e com o empresariado, banqueiros e multinacionais, deu no que deu.

Hoje, quando milhões de operários e operárias e a classe trabalhadora se sentem traídos e rompem com Dilma e com o PT, mais do que nunca, se faz necessário construir um partido revolucionário, operário e socialista.

O capitalismo conduz a humanidade à destruição
O mundo em que vivemos, dominado pelo sistema capitalista, voltado para o lucro de um punhado de bilionários, é cada vez mais um cenário de miséria, de degradação humana, de sofrimento, desemprego e opressão. Para manter seus lucros, os grandes grupos econômicos jogam a crise econômica nas nossas costas.

Ao contrário do que pregam o PT e outros partidos de esquerda, o capitalismo não pode ser reformado. É preciso destruir esse sistema de exploração. A produção não deve estar voltada para o lucro, mas voltada para as necessidades humanas. Não seria preciso ter um único desempregado sobre a terra. Seria possível ter tempo livre, diminuir a jornada de trabalho, ter emprego para todos e condições dignas de vida se não tivéssemos um sistema capitalista que ameaça o planeta.

Socialismo e revolução são uma necessidade!
Os trabalhadores lutam todos os dias contra os efeitos nefastos deste sistema. Para que essa luta não seja eterna e inútil, é preciso adotarmos a estratégia de acabar com o capitalismo e construir o socialismo.

Junto com o fim da exploração, lutamos pelo fim da opressão a negros, povos indígenas, mulheres, LGBT’s. Chega de sustentar um sistema que, com o mito da democracia racial, mantém séculos de racismo e injustiças contra os trabalhadores negros, contra os quilombolas e que assassina a juventude pobre e negra das periferias.

Numa luta de raça e classe, a revolução operária e socialista no Brasil será negra ou não será! Não queremos conviver mais com um sistema onde metade da humanidade, as mulheres, não possuem direitos iguais, são vítimas cotidianas de estupro e de todo o tipo de violência. Ou onde LGBTs são vítimas da LGBTfobia, discriminados e assassinados em todo o mundo.

Os propagandistas da burguesia dizem que o socialismo fracassou tomando o exemplo da União Soviética ou da China. Porém as grandes revoluções desses países, que de início trouxeram conquistas imensas, foram derrotadas por burocratas privilegiados que traíram a classe operária, instalaram ditaduras brutais e depois restauraram o capitalismo. Nenhum desses países foi socialista.

Independência de classe e internacionalismo
Como dizia Karl Marx, “a libertação dos trabalhadores só pode ser obra dos próprios trabalhadores”. Nada de aliança com a burguesia! Marx e Engels ainda conclamavam os trabalhadores de todo o mundo a se unirem, pois a classe operária é internacional.

O objetivo da revolução socialista é implantar um governo dos trabalhadores baseado em conselhos populares. Esse tipo de governo dos de baixo pode varrer toda a corrupção e garantir uma verdadeira democracia.

Venha construir o PSTU com a gente!
Para derrotar a burguesia, precisamos de organização e de democracia operária e vários tipos de organizações: assembleias, conselhos populares, comitês de base e sindicatos. Contudo, mesmo sendo todas essas organizações necessárias, elas são insuficientes para tirar a burguesia e garantir o poder para os trabalhadores.

Só um partido operário, revolucionário e socialista, que defenda um programa para a tomada do poder, pode garantir que, na hora H, a burguesia não nos derrote.

Um partido revolucionário disputará também as eleições, mas sua principal meta não pode ser essa, mas a organização da luta dos de baixo e a revolução social. Sua participação eleitoral deve estar subordinada a essa atividade principal: fortalecer as lutas e divulgar o programa socialista. Um partido revolucionário tem grande democracia e liberdade de discussão interna e uma atuação organizada contra a burguesia. É um partido desse tipo que o PSTU está construindo.

Hoje, no Brasil, depois da traição e do desastre do PT, pensamos que a classe operária não pode construir outro PT. Essa é a diferença que temos, por exemplo, com o PSOL, que repete os mesmos vícios e erros que levaram o PT aonde levaram: um partido para as eleições e não para a revolução, que não defende a independência dos trabalhadores frente aos patrões e governos, fazendo alianças com setores burgueses.

Confira o especial 22 anos do PSTU: www.22anos.pstu.org.br/