11 de fevereiro de 2015

Dívida Pública: uma sangria sem fim que sufoca o Brasil


11/2/2015 - A cada ano que passa, o governo aumenta o pagamento da Dívida Pública (externa e interna), enquanto os investimentos em áreas sociais, como Previdência, Saúde e Educação, são reduzidos. Isso é o que revela levantamento feito pela Auditoria Cidadã da Dívida, com base nos orçamentos executados pela União em 2013 e 2014.

A evolução dos dados, disponibilizados pelo Portal SIAFI do governo federal, mostra um aumento de 11,9% no pagamento de Serviços da Dívida (Juros, Amortizações e Refinanciamentos). Em 2013, a Dívida consumiu 40,3% de todo o Orçamento do país e, em 2014, pulou para 45,1%.
Em 2015, a previsão é de que a Dívida consuma 47,4% do orçamento.

Em contrapartida, os gastos em Saúde e Previdência, por exemplo, foram reduzidos ano a ano. Em 2013, os investimentos em saúde representaram 4,3% do Orçamento. No ano seguinte, caiu para 3,98% e para 2015, a previsão é de 3,5%.

A Previdência é outro alvo do arrocho do governo Dilma. Em 2013, os investimentos na pasta equivaleram a 24,1% do Orçamento. Em 2014, caiu para 21,8% e, neste ano, a previsão é de 18,5%.
Para se ter mais claro como é a divisão do bolo, podemos tomar o ano passado como exemplo.

Em 2014, o orçamento executado da União destinou R$ 978 bilhões exclusivamente aos credores da Dívida Pública Federal. Enquanto isso, algumas migalhas sobraram para a população, com destaque para: Saúde: 3,98%, Educação: 3,73%, Assistência Social: 3,08%, Transportes: 0,56%, Gestão Ambiental: 0,16% e Cultura: 0,04%.


Refém de agiotagem
O fato é que enquanto a presidente Dilma promove um arrocho fiscal e ataca os direitos previdenciários e trabalhistas com o falso discurso de que é preciso “economizar” e “equilibrar as contas” do governo, a Dívida Pública, que é o verdadeiro problema que estrangula o orçamento do país, não é atacada. Ao contrário, o governo sacrifica a população, negando-lhe direitos básicos, para pagar tal dívida.

O pagamento da Dívida consome quase metade do orçamento nacional e ainda assim só faz crescer. Várias CPIs já foram realizadas, apontando fraudes nessa dívida que quanto mais se paga, mais cresce.

Até 2013, os governos FHC, Lula e Dilma pagaram R$ 14 trilhões. Contudo, a dívida aumentou de R$ 300 bilhões, em 1994, para mais de R$ 4 trilhões, em 2013.

O Brasil poderia ter construído oito milhões de moradias a um custo de R$ 100 mil cada unidade, acabando com o déficit habitacional e ainda sobrariam 13 trilhões e 200 bilhões de reais!

Os beneficiados com essa política são banqueiros (nacionais e internacionais) e especuladores estrangeiros, que detêm 62% do estoque da dívida.

É para esses setores que o governo aplica uma política econômica, baseada na busca de superávits primários (economia/cortes no orçamento), aumento dos juros, arrocho fiscal e cortes de direitos.

Para o presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira, longe de ser a “pátria educadora” do discurso da presidente Dilma, o Brasil está mais para “pátria pagadora” aos especuladores internacionais.

Na Europa, as políticas de austeridade que sacrificaram os povos para pagar a Dívida levaram os países à bancarrota e agora a população se levanta. No Brasil, os governos fizeram o mesmo e também levaram o país a uma encruzilhada. Hoje, é mais do que urgente colocarmos na pauta nacional a necessidade de suspender o pagamento da Dívida para que os recursos do país sejam revertidos em benefício do povo”, afirma Toninho.