15 de abril de 2015

Dia Nacional de Paralisações sacode o país contra as terceirização e as MP's do governo Dilma

15/4/2015 - Começou com bastante força o Dia Nacional de Paralisações contra o Projeto de Lei 4330, das terceirizações, e as Medidas Provisórias de Dilma que retiram direitos. Convocado pela CSP-Conlutas, CUT, CTB, NCST e Intersindical, o dia de lutas já teve grandes manifestações, paralisações e bloqueios de estradas logo pela manhã desse 15 de abril.

Já ocorreram manifestações e paralisações em pelo menos 21 estados e no Distrito Federal.  O dia de paralisações está contando com a adesão massiva de operários metalúrgicos, petroleiros, bancários, funcionalismo público, estudantes, além dos movimentos sociais e populares, além de diversas outras categorias.

Acompanhe algumas das principais mobilizações que já ocorreram nesse dia 15 (atualização no início da tarde desta quarta-feira)

SP
Em São Bernardo do Campo, houve manifestação com paralisação na Volks, Ford e Mercedes, contra o PL das terceirizações. O presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, o Zé Maria, participou da assembleia e ato dos metalúrgicos da Volks, onde defendeu a continuidade da luta contra os ataques do governo e a construção de uma greve geral. "Este dia de paralisação dos trabalhadores em todo o país está sendo muito importante para combater a política de ajuste fiscal aplicado hoje pelo governo e pelo Congresso”, afirmou, chamando ainda as centrais sindicais a  “construir uma greve geral para derrotar o PL das terceirizações e as Medidas Provisórias do governo Dilma".

Ainda em São Paulo, cerca de 300 ativistas do movimento Luta Popular bloquearam a Rodovia Anhanguera contra os ataques do governo.  Na USP, estudantes e funcionários fecharam o portão de acesso à universidade.


Luta Popular fecha Anhanguera contra PL das terceirizações e as MP's de Dilma

Em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, os trabalhadores da GM fizeram uma caminhada logo pela manhã. Houve ainda manifestação na Embraer. Os trabalhadores do transporte público também protestaram contra o projeto e realizaram uma operação tartaruga na Av. José Longo, no centro.

Já na Revap, a refinaria da Petrobras, os trabalhadores realizaram um ato e uma assembleia, atrasando a entrada no turno da manhã.

RJ
No Rio, trabalhadores e estudantes da UFRJ trancaram a Linha Vermelha, próximo à universidade. A polícia reprimiu e um trabalhador foi preso. Às 16h ocorre um ato na Candelária.

Os petroleiros da Termelétrica Barbosa Lima Sobrinho, em Seropédica, paralisaram por 24 horas.



RS
Os metroviários realizaram uma paralisação de 24 horas contra o PL da terceirização. Os funcionários da maior empresa de ônibus da capital também cruzaram os braços. Ainda em Porto Alegre, professores e diversas categorias se mobilizaram. Após se concentrarem na Praça Matriz, os manifestantes, mesmo sob chuva, caminharam pelas ruas do centro, fechando a ponte do Guaíba, que liga a capital a outras importantes cidades.

Brigada Militar tentou impedir fechamento da Carris, mas rodoviários não permitiram

Em Canoas, metalúrgicos da MWM, fabricante de motores diesel, paralisaram as atividades. Também em Canoas, os operários da ACGO, fabricante de tratores e equipamentos agrícolas, pararam. No dia nove de abril, essa empresa demitiu 153 funcionários no estado.

A CSP-Conlutas está à frente das mobilizações no Sindmetrô-RS, na paralisação da Carris, no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e na base do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (SINDPPD-RS), nas escolas de Porto Alegre e da região metropolitana, nos hospitais do Sindsaúde, na base do Sindsprev-RS e na paralisação dos bancários. Também acontecem mobilizações no interior do estado.



PR
Os metalúrgicos de Curitiba cruzaram os braços e ocuparam as duas pistas da Rodovia do xisto.



MG
Em Belo Horizonte, manifestantes fecharam a Avenida Amazonas. Houve ainda paralisação da refinaria Gabriel Passos em Betim.



CE
Na capital cearense houve manifestação na Praça do Carmo, no centro, que seguiu em passeata pelas ruas da região. Participaram operários da construção civil, rodoviários, gráficos, trabalhadores da educação e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Confecção Feminina e Moda Íntima de Fortaleza.

RN
Em Natal, houve paralisação de uma hora e meia na fábrica Guararapes, uma das maiores indústrias têxteis do país, do grupo Riachuelo. A empresa tem entre 5 a 6 mil trabalhadores. Cerca de 80% são mulheres. Os ônibus que chegavam com as operárias foram parados antes de chegar à fábrica pelo Sindicato Têxtil, filiado à CUT, e pela CSP-Conlutas. A vereadora do PSTU, Amanda Gurgel esteve presente prestando solidariedade à mobilização das operárias.




PA
Em Belém, os operários da construção civil paralisaram as principais obras da cidade.
Vereador do PSTU, Cleber Rabelo, conversa com operários durante paralisação.



PE
Na capital de Pernambuco, houve paralisação de rodoviários, Correios, professores estaduais, entre outras categorias. À tarde ocorre outra manifestação em frente ao Palácio do Governo.

SE
Em Carmópolis, houve trancaço no campo de extração de petróleo da Petrobras.

BA
Houve paralisação dos ônibus por quatro horas, além de agências bancárias. Em Camaçari, a CSP-Conlutas, CTB, CUT e o Sindicato dos Metalúargicos de Camaçari bloquearam a entrada da cidade.

AL
Houve manifestação na Avenida Fernandes Lima que seguiu até o centro.


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