29 de maio de 2015

Dia Nacional de Paralisação tem adesão de trabalhadores em todo o país

29/5/2015 - O grau de insatisfação e indignação dos trabalhadores com os ataques do governo Dilma (PT), do Congresso e dos empresários expressou-se numa forte disposição de luta nesta sexta-feira, dia 29, Dia Nacional de Paralisações. Um levantamento ainda parcial revela que ocorreram protestos em 20 estados mais o Distrito Federal.

Greves, paralisações, assembleias, bloqueios de estradas e manifestações aconteceram de norte a sul do país. As mobilizações exigiram a derrubada do projeto da terceirização, das Medidas Provisórias 664 e 665 e o fim do ajuste fiscal do governo. As mobilizações defenderam a construção da Greve Geral para barrar os ataques aos direitos.

Convocado pela CSP-Conlutas, CUT, CTB, UGT, Nova Central e Intersindical, as manifestações envolveram trabalhadores das mais diversas categorias, tais como metalúrgicos, bancários, condutores, petroleiros, químicos, e militantes dos movimentos popular e estudantil.

Vale do Paraíba

Em São José e região, 14 mil metalúrgicos se mobilizaram nesta sexta.  Houve paralisação de 24 horas na General Motors, TI Automotive e Sun Tech, em São José, Avibras, em Jacareí, e na MWL e Blue Tech, em Caçapava.


Na GM, greve de 24 horas



Toninho participa de assembleia na GM

Protesto dos trabalhadores da Avibras para a Tamoios
(Foto: Claudio Vieira/Sindmetalsjc)

Zé Maria esteve em São José e foi à assembleia da GM


Protesto na Embraer atrasou entrada

Além disso, houve atraso de três horas na entrada do primeiro turno da Embraer, onde houve uma operação conjunta com os condutores que fazem o transporte dos metalúrgicos da fábrica. Os ônibus seguiram em baixa velocidade pelas avenidas dos Astronautas e Faria Lima, que dão acesso à empresa. Os trabalhadores do primeiro turno, que normalmente entram às 6h, só concluíram a entrada por volta das 9h.

Na Avibras, os trabalhadores chegaram a ocupar a Rodovia dos Tamoios (que liga São José dos Campos ao Litoral Norte), fechando uma das pistas por 40 minutos, na altura do km 15, em Jacareí.
Químicos da fábrica IPA, de Caçapava, entraram em greve. Em Jacareí, houve atraso de uma hora na entrada do primeiro turno da Ambev.

O Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos distribuiu material informativo aos trabalhadores da Revap sobre a necessidade de luta contra o projeto da terceirização. A maioria da mão de obra na refinaria é formada por terceiros.

Às 10h, os metalúrgicos juntamente com trabalhadores de outras 24 categorias, como servidores municipais e federais, dos Correios, químicos, vidreiros, condutores, aposentados, professores, entre outras, realizaram uma passeata pelas ruas do centro de São José. Cerca de 300 pessoas levaram faixas e bandeiras, com críticas aos ataques do governo e do Congresso.



SAIBA SOBRE OUTRAS MOBILIZAÇÕES PELO PAÍS:

BLOQUEIOS DE ESTRADAS:
Desde o começo da manhã ocorreram interdições de vias da cidade de São Paulo, do litoral e de municípios paulistas. Houve bloqueio na Ponte das Bandeiras, com fechamento de duas faixas de rolamento na Avenida Santos Dumont, sentido Santana. Houve ainda interdições no cruzamento da Rua Afrânio Peixoto com a Alvarenga, rumo à Universidade de São Paulo (USP), e na Avenida Nações Unidas, próximo a Ponte do Socorro, em direção à Rodovia Castelo Branco.
Na Baixada Santista, a principal via de acesso ao Porto de Santos está interditada no sentido Guarujá, na altura do Km 268 . As interdições provocam filas de dois quilômetros. Mais cedo, entre às 5h40 e 7h30, os dois lados da rodovia foram bloqueados.

MTST:
Em São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ocupou várias agências e superintendências da Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão dos recursos para moradia popular no País.

ABC: 
Os metalúrgicos do ABC realizaram várias paralisações, como na Volks, Mercedes e Ford, e uma passeata saindo da sede do sindicato em direção à Praça da Matriz, local histórico de manifestações trabalhistas desde o final da década de 1970. Em várias fábricas, houve paralisações.
Os motoristas e cobradores de ônibus também no ABC fizeram paralisações das 3h às 8h da manhã. Em Guarulhos, todas as linhas municipais pararam no início da manhã. A paralisação na cidade também inclui as linhas intermunicipais operadas pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).
Os trabalhadores do setor químico do ABC e da capital fizeram “trancaço” na porta das empresas Lipson, em Diadema, Colgate, em São Bernardo, e na Oxiteno e na Solvay, em Santo André. Na capital, a paralisação, com protesto de rua, aconteceu diante da sede da indústria de cosméticos Avon, no bairro de Interlagos.

MST:
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se mobilizam, no Rio Grande do Sul, em pelo menos três cidades: Porto Alegre, Passo Fundo e Pelotas. Já no Paraná, cerca de 800 de integrantes do MST realizam o "trancamento" da rodovia que sai de Curitiba sentido Araucária.

SÃO PAULO (CAPITAL):
Na Zona Oeste, funcionários, estudantes e professores da USP fizeram protesto no portão principal da universidade. Eles também fecharam temporariamente a rodovia Raposo Tavares, próxima ao local. A Polícia reprimiu a manifestação com tiros de bala de borracha, bombas de gás e spray de pimenta. A TV Globo registrou o momento em que um policial, dentro de um carro, mirou e atirou nos manifestantes, que já estavam correndo para fugir do ataque policial, e a agressão de uma estudante por um policial.
Manifestantes também protestaram na marginal Pinheiros. Participaram CSP-Conlutas, CUT, Intersindical, Sindicato dos Metroviários, Sindicato dos Químicos, Apeoesp, além de moradores das ocupações Jardim União e Terra Prometida. A Ponte do Socorro, na Zona Sul, também foi bloqueada. Também foram interrompidas a rodovia Anhanguera e a Ponte das Bandeiras.

PETROLEIROS:
Em Paulínia, no interior, petroleiros da refinaria local (Replan) cruzaram os braços. Os trabalhadores do polo petroquímico de Camaçari (BA) também pararam. Petroleiros da Refinaria Capuava (Recap) pararam por duas horas.

CAMPINAS E REGIÃO
A Refinaria de Paulínia (Replan) paralisou as atividades por oito horas. Também houve paralisação na fábrica da Dell em Hortolândia.

ARACAJU/SE
Os petroleiros paralisaram a fábrica de Fertilizantes Nitrogenados [Fafen/Petrobras]. Além da pauta comum do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, eles incorporaram a reivindicação por uma Petrobras 100% estatal sob o controle dos trabalhadores. Também houve paralisação na Votorantim. Um protesto também interditou a importante avenida Augusto Montenegro desde às 8h. Trabalhadores paralisam uma fábrica têxtil em Nossa Senhora do Socorro. A paralisação foi coordenada pelo Sinditêxtil, filiado à CUT.

CONGONHAS/MG
A Rodovia BR 040, na entrada da cidade, foi bloqueada. O protesto atinge todas as mineradoras da região, porque é o acesso dos ônibus que conduzem os trabalhadores até o local de trabalho. Às 7h30, já havia 20 quilômetros de trânsito parado.

BELÉM/PA
Operários da construção civil pararam os canteiros de obras e saíram pelas ruas da cidade cantando palavras de ordem.

FORTALEZA/CE
Rodoviários e operários da construção civil pararam. Além da pauta nacional, as duas categorias estão em campanha salarial. A construção civil terá paralisação o dia inteiro. Os trabalhadores saíram em pequenas passeatas de diversas regiões da cidade em direção à Praça Portugal para fazer uma assembleia. Os rodoviários fizeram paralisações por algumas horas em todos os terminais, sete ao todo. Alguns terminais tiveram 100% de paralisação, e outros que funcionaram em operação tartaruga.

PORTO ALEGRE E REGIÃO METROPOLITANA:
Transporte de trens está completamente paralisado. Rodoviários também pararam e sofreram ameaça por parte do comandante da Brigada Militar. Ele disse que se os manifestantes não saíssem da rente dos portões da garagem de ônibus da empresa mista Carris, alguém iria morrer. Servidores municipais em greve também participam do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização.

RECIFE/PE
Rodoviários e metroviários pararam. A avenida Conde da Boa Vista, uma das mais importantes da capital pernambucana, estava completamente vazia nesta manhã. Os trabalhadores do porto de Suape também cruzaram os braços.
Com informações PSTU Nacional e sites de notícias